Energia e Jerónimo Martins impulsionam fecho em alta do PSI 20

O principal índice português, PSI 20, ganhou 0,50%, para 5.515,24 pontos, impulsionado pelas valorizações da Jerónimo Martins e do setor da energia.

A bolsa portuguesa terminou sessão esta quarta-feira, dia 4 de julho, a negociar em alta, num dia misto nas praças europeias. O principal índice português, PSI 20, ganhou 0,50%, para 5.515,24 pontos, impulsionado pelas valorizações da Jerónimo Martins e do setor da energia.

A Jerónimo Martins foi a cotada que mais subiu nesta sessão, tendo valorizado 2,38% para 12,245 euros. A cotada esteve a valorizar, apesar de a Kepler ter cortado o preço-alvo das ações da Jerónimo Martins dos 14,40 para os 12 euros e ter dado recomendação para “manter”. A retalhista apresenta resultados no dia 25 de julho, após o fecho de mercados.

Os analistas antecipam uma desaceleração no segundo trimestre ao nível das receitas, especialmente na Polónia, depois de entrar em vigor o “Sunday Trading Ban”, lei polca que impede a abertura dos supermercados ao domingo. O zloty mais enfraquecido tem também prejudicado as receitas da empesa na Polónia.

O setor energético acompanha os ganhos. A EDP subiu 0,29% para 3,430 euros, a REN valorizou 0,58% para 2,448 euros e a Galp Energia avançou 1,19% para 16,650 euros. A petrolífera nacional anunciou esta quarta-feira que está a preparar a aquisição, através da subsidiária Petrogal, de uma participação adicional de 3% no pré-sal brasileiro, na bacia de Santos. O negócio terá um custo previsto de 114 milhões de dólares (cerca de 98 milhões de euros). Com esta compra à Equinor, a Galp passa a deter uma participação de 20% no pré-sal brasileiro.

Ainda neste setor, a EDP Renováveis encerrou inalterada nos 8,990 euros por ação. Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis revelou ter excedido objetivos na sequência de novos contratos. A EDP Renováveis excedeu o target de 1,8 GW de contratos de longo prazo de energia eólica para projetos a serem instalados entre 2016-2020 nos Estados Unidos.

Adicionalmente, a EDP Renováveis passa a ter contratos 3,6 GW de adições de capacidade global, acima dos 3,5 GW inscritos no Plano de Negócios para 2016-2020.

Em terreno positivo encerraram ainda a Altri (0,47%), o BCP (1,07%), os CTT (0,77%), a Sonae Capital (1,54%), a NOS (0,77%), a Pharol (0,63%), a Mota-Engil (0,53%) e a F. Ramada (1,71%).

Em terreno negativo encerraram a Sonae (-0,20%), a Navigator (-0,60%), a Semapa (-2,42%), a Corticeira Amorim (-0,71%) e a Ibersol (-1,67%).

As restantes praças europeias encerraram com sentimento misto. O índice alemão DAX caiu 0,22%, o italiano FTSE MIB recuou 0,35%, o holandês AEX depreciou 0,15% e o britânico FTSE 100 desvalorizou 1,18%. Em sentido contrário, o francês CAC 40 valorizou 0,07% e o espanhol IBEX 35 ganhou 0,96%.

“A revelação de que a atividade terciária na Zona Euro acelerou em junho e deu tração em termos globais ajuda a animar os investidores, num dia em que a liquidez foi mais reduzida em virtude de ser feriado nos Estados Unidos e em que a bolsa de Nova Iorque está encerrada”, explica Ramiro Loureiro, analista do Mtrader, do Millennium BCP.

No setor petrolífero, o barril do Brent, que serve de referência para toda a Europa, ganha 0,50% para 78,15 dólares, enquanto o crude WTI sobe 0,04%, para 74,17 dólares por barril.

No mercado cambial, o euro deprecia 0,15%, para 1,164 dólares, e a libra valoriza 0,16%, para 1,321 euros.

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