Erdogan: “Não podem forçar a Turquia a recuar com sanções”

A prisão do pastor norte-americano Andrew Brunson, que organizou uma igreja protestante na cidade de Izmir, é um dos muitos casos que tem prejudicado a relação entre Ancara e Washington.

“Não podem forçar a Turquia a recuar com sanções”, disse Erdogan ao diário turco Hurriyet, nos seus primeiros comentários hoje publicadas sobre as ameaças de Trump. O Presidente norte-americano anunciou, na quinta-feira, “sanções significativas” contra a Turquia, se o país não libertar “imediatamente” o pastor Brunson.

“Os Estados Unidos não devem esquecer que podem perder um parceiro forte e sincero como a Turquia se não mudarem de atitude”, disse o Presidente turco, cujo país é membro da NATO.

A prisão do pastor norte-americano Andrew Brunson, que organizou uma igreja protestante na cidade de Izmir, é um dos muitos casos que tem prejudicado a relação entre Ancara e Washington e a ameaça de sanções contra a Turquia aumentou a tensão entre os dois países. Já na quinta-feira, a Presidência turca havia alertado que Washington “pode não alcançar o resultado desejado ameaçando a Turquia”.

Erdogan, líder de facto da Turquia desde 2002, foi reeleito no final de junho com quase 53% dos votos, numa altura em que estavam contadas 95% das mesas do país, de acordo com a agência de notícias estatal Anatolia. Terá, agora, ainda mais poderes, depois da decisão de presidencialização do regime, que acaba com a figura do primeiro-ministro.

Numa jornada de eleições duplas em que para além do presidente foi também eleito um novo parlamento, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, de Erdogan) aproximou-se de uma maioria absoluta, com 44% dos votos, a que se somam os 11% do Partido do Movimento Nacionalista (MHP), que estabeleceram uma coligação que já antes tinha a maioria absoluta no parlamento.

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