O que espera a ‘geringonça’ para 2017? BE e PCP respondem

Com o fim de ano à porta, começam-se a fazer os preparativos para o próximo ano. Dos desejos às antevisões descubra o que esperam os partidos que sustentam o Governo de António Costa.

2017 está à porta e um pouco por todo o lado começa-se a fazer o balanço do que ficou por cumprir no ano a findar e o que poderá o novo ano trazer para o futuro. E os partidos da dita ‘geringonça’ de António Costa não fogem à regra. Catarina Martins antevê um “ano de todos os perigos” em 2017 ao passo que Jerónimo de Sousa espera que o país encontre “uma resposta duradoura” para “enfrentar o problema da dívida”.

 

“O ano de todos os perigos”, adverte Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda mostra-se reticente em relação ao que pode vir a acontecer no próximo ano. “2017 é um ano de todos os perigos. O maior de todos é o perigo de cairmos no medo. Em 2016, a Europa falhou em tudo e o pior é que falhou com os direitos humanos”, diz, aludindo à crise de refugiados e aos ataques terrorista que têm abalado a Europa e o Mundo.

Na mensagem, publicada na página oficial do partido, Catarina Martins defende que “Portugal pode ser um exemplo na Europa, abrindo os braços aos refugiados com a generosidade que falta à mesquinha elite europeia”. A dirigente do BE lamenta que a Europa não soubesse ter estado “à altura das vítimas” e “em vez de acolhimento e proteção, tenha esquecido as suas promessas de humanidade” e tenha resolvido fechar fronteiras.

Contudo, Catarina Martins acredita que em 2016 Portugal conseguiu “provar à Europa que não é inevitável empobrecer e castigar sempre os mais pobres”. “Somos um povo com sentido de humanidade. É essa força que vence todo o medo, toda a política de ódio, todos os demagogos, os muros e o arame farpado”, reitera.

Catarina Martins lembra ainda as várias situações de guerra e tragédia humanitária que marcaram o ano e diz que “Portugal terá de fazer a sua parte no apoio aos refugiados e na luta contra a lógica da guerra”. Quanto a votos para 2017, Catarina Martins declara: “faço votos para que, em 2017, consigamos vencer todos os perigos”.

 

Jerónimo de Sousa: “Resultados são ainda limitados”

Já o secretário-geral do Partido Comunista (PCP) diz-se esperançado em “encontrar uma resposta duradoura” para “enfrentar o problema da dívida e preparar o país para se libertar da submissão ao euro, rejeitar as imposições do Tratado Orçamental, assegurar o controlo público sobre a banca e o setor financeiro”.

No vídeo lançado esta sexta-feira como tempo de antena comunista, Jerónimo de Sousa lamenta ainda os problemas de desemprego, desigualdade, emigração jovem e baixos salários e reformas.

“É uma ilusão pensar que é possível inverter o rumo de empobrecimento do país, sujeito às políticas impostas a partir do exterior, nomeadamente da União Europeia e interesses dos grandes grupos económicos e financeiros”, adverte o líder comunista.

“O ano que agora finda mostrou que o país não está condenado a ter como única opção o caminho do agravamento da exploração, do declínio e do retrocesso”, afirma Jerónimo de Sousa, não deixando, no entanto, de tecer uma crítica ao atual Governo que apoia sublinhando que “os resultados são ainda limitados porque limitadas são ainda as políticas e opções da ação governativa para dar resposta aos graves problemas nacionais, que anos e anos de política de direita e de intervenção externa impuseram ao país”.

Em 2017, Jerónimo Martins espera mais “política patriótica e de esquerda”, não descuidando “os avanços que se deram [este ano] na reposição de rendimentos e direitos dos trabalhadores, no estímulo à atividade das micro, pequenas e médias empresas, no reforço da garantia dos direitos à saúde, à educação, Segurança Social e cultura”.

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