Estados Unidos permitem à ‘telecom’ chinesa ZTE que retome alguns negócios no país

As autoridades norte-americanas afirmaram esta quarta-feira que vão permitir à gigante de telecomunicações chinesa ZTE que retome alguns dos seus negócios nos Estados Unidos, depois de ter proibido as exportações de componentes destinados ao grupo.

Nova Iorque, EUA

As autoridades norte-americanas afirmaram esta quarta-feira que vão permitir à gigante de telecomunicações chinesa ZTE que retome alguns dos seus negócios nos Estados Unidos da América, depois de ter proibido as exportações de componentes destinados ao grupo.

O anúncio do Departamento de Comércio norte-americano faz parte de um acordo no qual a ZTE teve de pagar uma multa de mil milhões de dólares (860 milhões de euros) e substituir os seus executivos.

Com sede em Shenzhen, no sul da China, a ZTE é responsável pelo desenvolvimento da infraestrutura 5G no país asiático e umas das maiores fabricantes de ‘smartphones’ do mundo, mas depende de tecnologia norte-americana, como microchips e o sistema operacional Android.

A empresa chinesa pode a partir de agora fazer negócios com empresas norte-americanas, conseguindo assim assegurar o fabrico de telemóveis e dispositivos de segurança.

Em abril passado, A ZTE suspendeu a maior parte das suas operações, face à decisão de Washington de proibir as exportações de componentes para a empresa, devido a declarações fraudulentas num inquérito sobre a investigação ao embargo imposto ao Irão e à Coreia do Norte.

A empresa paga a fornecedores norte-americanos cerca de 1,8 mil milhões de dólares anualmente.

A suspensão, em abril, surgiu numa altura de crescentes disputas comerciais entre Pequim e Washington, suscitadas pela ambição chinesa no setor tecnológico.

Washington acusou Pequim de obrigar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia em troca de acesso ao mercado chinês e ameaçou subir os impostos sobre 90% das exportações chinesas para o país.

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