Estas são as dez comissões mais bizarras que o banco pode cobrar

Do depósito de moedas aos enganos no IBAN, várias ações podem servir de motivo para pagamentos extra por parte das entidades bancárias.

Diariamente, a carteira dos clientes pode ficar menos recheada devido a comissões que a DECO considera “bizarras”.  “Não faltam exemplos de encargos injustificados. É urgente que o Banco de Portugal ou o legislador clarifique o que pode ser considerado serviço bancário”, alerta a associação de defesa dos consumidores, numa nota publicada no website oficial.

Como tal, a DECO publicou um conjunto de conselhos para evitar as “dez comissões bancárias mais bizarras”. Do depósito de moedas aos enganos no IBAN, várias ações podem servir de motivo para pagamentos extra por parte das entidades bancárias.

Depósito de moedas

Praticamente todos os bancos nacionais cobram por receberem um depósito de mais de cem moedas. Em média, o custo é de 2,93 euros por cada centena de moedas e, na generalidade, o montante fica cativo durante vários dias para efeito de contagem. Exemplo: BBVA e Santander Totta – 5,20 euros. “Para fugir à comissão faça vários saquinhos com 99 moedas e deposite-os em dias diferentes”, aconselha a DECO.

Declarações 

Um documento com o montante da prestação mensal suportada pelo crédito à habitação custa, em média, 39,31 euros e um comprovativo do valor que falta para pagar a casa implica o gasto médio de 61,08 euros. Exemplo: Crédito Agrícola – € 86,10 euros / Banco Popular – 147,60 euros (preço máximo de ambos).

Informação por escrito

Um pedido de informação escrita obriga o consumidor a desembolsar, em média, 56,12 euros. “Nenhum banco isenta este pagamento, sendo o Banco BiG o que pede menos (€ 18,45) e o BBVA o que cobra mais (153,75 euros)”, referem.

Engano no IBAN
Quando realizar uma transferência e se aperceber de que aquele não era o destinatário correto, pode anular a operação contactando o banco. O serviço custa, em média, 24,79 euros. Exemplo: Deutsche Bank – 73,80 euros / Montepio e Abanca – zero euros.

Esquecer o PIN

Algo que pode acontecer até às pessoas com melhor memória. Falamos do esquecimento do código do cartão Multibanco ou Visa e o pedido de um novo PIN. A operação pode significar o desembolso de 7,21 euros, em média. Exemplo: Santander Totta – zero euros / ActivoBank – 12,48 euros.

Renegociar crédito
Negociar e pedir para alterar as condições de pagamento de um crédito pessoal implica geralmente o pagamento de comissões de cerca de 125,93 euros. “A isenção só costuma ser dada a clientes cujo crédito já se encontra em incumprimento e que esteja a ser renegociado. Mas certamente esta não é uma boa solução”, diz a associação.

Alterar a titularidade
Há vários bancos que não cobram, como o Abanca, o BiG, o BIC, o BPI e o CTT, mas a generalidade das entidades bancárias cobra 4,68 euros. Em relação a estes casos, a DECO recomenda abrir uma nova conta no mesmo banco, dado que o encerramento da antiga é gratuito.

Pedir dinheiro ao balcão
Levantar dinheiro no balcão da agência tem um custo médio de 5,06 euros. Exemplo: Novo Banco – 12,48 euros.

Cancelamento de cheques
Para cancelar um cheque terá de pagar 10,85 euros em média. Exemplo: Banco BIC – 24,60 euros / Best Bank, Novo Banco e Santander Totta – zero euros.

Passar cheques ‘carecas’
“Às consequências legais, como a de integrar a lista de utilizadores de cheque que oferecem risco do Banco de Portugal, soma-se um rol de despesas difíceis de compreender”, explica a associação aos esquecidos de que não têm dinheiro na conta.

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