Cada euro a mais de consumo privado em 2013 teria aumentado PIB em 74 cêntimos

Números são do INE e dizem respeito ao consumo privado.

Simon Dawson/Bloomberg

Um euro adicional de consumo privado traduzia-se em acréscimos de 74 cêntimos do PIB e de 26 cêntimos de importações em 2013, de acordo com conclusão do INE – Instituto Nacional de Estatística.

Com esta publicação, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga as Matrizes Simétricas Input-Output para o ano de 2013, consistentes com a base 2011 das Contas Nacionais. “Nesse destaque são apresentadas Matrizes Simétricas de Input-Output para a economia portuguesa referentes a 2013 e inteiramente consistentes com a nova base das Contas Nacionais e com o Sistema Europeu de Contas SEC 2010”, diz o INE. “A título ilustrativo da informação disponibilizada, refira-se que, sob certas condições, um incremento uniforme da Despesa de Consumo Final das Famílias, totalizando 100 unidades monetárias, conduz a um aumento do PIB em 74 unidades e a um crescimento das importações em 26 unidades”, refere a análise.

A informação disponibilizada permite distinguir importações diretas para a Procura Final (cerca de 1/3 do total das importações) das importações utilizadas no processo produtivo.

Entre os agregados da Procura Final, é no Investimento que as importações diretas assumem maior expressão relativa. Em termos absolutos, as importações diretas para Despesa em Consumo Final das Famílias são as que apresentam o maior valor. As importações diretas suscitadas pelas Exportações têm uma menor dimensão relativa e absoluta e são muito reduzidas na Despesa Final das Administrações Públicas.

Na despesa de consumo final das famílias (Consumo Privado), por cada 100 unidades adicionais consumidas, o PIB aumenta 74 unidades e as importações 26 unidades, das quais, 13 unidades de bens e serviços para consumo final direto das famílias e 13 unidades destinadas a integrarem o próprio processo produtivo interno.

Na Despesa do Consumo Final das Administrações Públicas, é pouco expressivo o conteúdo importado, refletindo a natureza indireta da medição do consumo de bens e serviços públicos, baseada fundamentalmente nos custos incorridos pelas Administrações Públicas (onde avultam os encargos com remunerações) para providenciar estes bens e serviços.

Na FBCF (investimento), a variação de 100 unidades conduz a um aumento de 67 unidades no PIB e de 33 unidades nas importações (20 em importações diretas e 13 indiretas).

Finalmente, a variação de 100 unidades das exportações conduz a um aumento do PIB em 55 unidades e ao maior impacto nas importações: 45 unidades, das quais 41 indiretas. Estes efeitos seriam naturalmente diferentes se, em lugar do crescimento uniforme das componentes de cada agregado da procura final, se assumissem variações diversas. Por exemplo, se o aumento de 100 unidades monetárias nas exportações ocorresse exclusivamente nos serviços de alojamento e restauração, o PIB e as importações aumentariam, respetivamente, em 86 e 14 unidades. Se o mesmo aumento se verificasse nas exportações de produtos refinados do petróleo, o acréscimo no PIB seria apenas de 6 unidades e nas importações o acréscimo seria de 94 unidades. Conclui o INE.

Ler mais
Recomendadas

Como a Indústria 4.0 pode ajudar a criar a fábrica do futuro

A fábrica do futuro é o centro de uma cadeia de distribuição que combina clientes, fornecedores, distribuidores e parceiros com sistemas analíticos avançados. Isso pode levar a uma “produção perfeita” com o mínimo de tempo de inatividade, negligência, desperdício e ineficiência.

Sustentabilidade no investimento: menos risco, mais valor

Reduzir a quantidade de plásticos descartáveis ou viajar de comboio são duas formas de reduzir a nossa pegada ecológica. E no investimento, o que podemos fazer para reforçar a sustentabilidade?
Comentários