Eutanásia: PS recusa voto secreto e ataca atuação política do líder do PSD

Perante os jornalistas, o presidente do PS começou por salientar que o tema da morte medicamente assistida não foi abordado na audiência com o chefe de Estado, defendendo, depois, o método de votação nominal dos deputados para a decisão face aos diplomas sobre eutanásia.

Cristina Bernardo

O presidente do PS recusou hoje a proposta do líder do PSD para que os deputados decidam por voto secreto os projetos sobre eutanásia e acusou Rui Rio de se limitar a comentários sem fazer propostas concretas.

Carlos César falava no final de uma audiência de cerca de uma hora com o Presidente da República, depois de confrontado com a ideia lançada pelo presidente do PSD para que os deputados recorram ao voto secreto no processo de decisão dos quatro projetos sobre eutanásia (PS, BE, PEV e PAN), na terça-feira, na Assembleia da República.

Perante os jornalistas, o presidente do PS começou por salientar que o tema da morte medicamente assistida não foi abordado na audiência com o chefe de Estado, defendendo, depois, o método de votação nominal dos deputados para a decisão face aos diplomas sobre eutanásia.

“Acho que não há votação mais consciente do que aquela a que se vai proceder. Cada deputado levanta-se na sua vez e dirá o que pensa sobre cada um dos projetos”, sustentou.

Depois, Carlos César criticou a atuação política do presidente do PSD.

“Dia sim dia não há sempre uma observação do dr Rui Rio sobre algo que se está a passar. Mas, infelizmente, o que nos custa ver é que ainda não houve um dia em que ele apresentasse uma única proposta sobre uma única coisa que interessasse aos portugueses”, disse.

Perante os jornalistas, o presidente do PS procurou também defender a tese segundo a qual o diploma dos socialistas sobre eutanásia é discutido e votado na terça-feira em plenário após um período longo de debate, com salvaguardas dos pontos de vista jurídico e constitucional.

Carlos César advogou que o debate de terça-feira vai ocorrer “na sequência de mais de um ano de audições e de consultas, de um esforço muito rigoroso no sentido de que a produção em termos jurídicos, legislativos e na sua conformação constitucional fossem o melhor possível”.

“Apresentamos uma boa lei que salvaguarda tudo o que é necessário salvaguardar nesse domínio”, acrescentou.

Ler mais
Recomendadas

Marcelo aprova aumentos de 700 euros para juízes, mas critica fosso salarial face aos polícias e militares

Marcelo Rebelo de Sousa destaca que os juízes, e membros de autoridades reguladoras e de supervisão a entidades públicas empresariais e empresas públicas, passando por outras entidades administrativas, já estão com salários mais elevados do que o primeiro-ministro. O Presidente exige que a desigualdade salarial seja “encarada na próxima legislatura”.

Incêndios florestais caíram 26% este ano face a 2018

“Estamos, até hoje, com 6.800 incêndios desde o início do ano, o que significa que temos um número de incêndios 36% inferior à média dos últimos dez anos. E uma área ardida 42% inferior à média dos últimos dez anos”, sublinhou Eduardo Cabrita.

Proteção Civil tem reservas de combustível para “mais de dois meses”

Apesar de garantir que existem reservas para mais de dois meses, Eduardo Cabrita sublinha que as prioridades têm de ser asseguradas quando se fala numa dificuldade de distribuição.
Comentários