Ex-presidente do Popular renuncia a indemnização de quatro milhões

Emilio Saracho, contratado há quatro meses para a presidência do Banco Popular, declara ao El Mundo ter sido o primeiro a ser enganado sobre a real situação do banco e renuncia à indemnização a que tem direito: mais de quatro milhões de euros.

Emilio Saracho foi contratado há quatro meses para liderar o Banco Popular e evitar o colapso do banco espanhol. Agora que o Popular foi vendido ao Santander por um euro, o ex-presidente declara-se enganado: “O primeiro enganado sobre o Banco Popular sou eu”, escreve o El Mundo, citando fontes próximas de Sarancho.

O jornal espanhol adianta ainda que Sarancho vai renunciar à indemnização de quatro milhões de euros a que tem direito pela resolução do seu contrato, decorrente da venda do banco.

Saracho reconhece ter cometido erros durante a sua gestão, mas defende que os mesmos se devem à falta de informação sobre o verdadeiro estado do Banco Popular. Citando novamente pessoas próximas do ex-presidente do Popular, o El Mundo afirma que Sarancho terá preferido sempre “dizer a verdade”, em referência às declarações feitas na assembleia geral de acionistas do passado dia 10 de abril, e que levaram à queda das ações do banco.

Segundo o El Mundo, Saracho irá permanecer ligado ao Santander, como assessor, durante os três próximos meses, com o intuito de ajudar no processo de absorção da entidade a que presidia, mas seguidamente irá desvincular-se do banco espanhol.

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