Facebook dá maior tombo em quatro anos. Ações desvalorizam 6%

O “The Guardian” acusou a consultora Cambridge Analytica de ter usado dados de 50 milhões de utilizadores do Facebook para ajudar Donald Trump na campanha eleitoral, em 2016. Denúncia ameaça criar uma crise de reputação da rede social, mas não só.

O Facebook está a ser penalizado pelo segundo dia consecutivo pelas investigações à empresa e as ações já deram o maior tombo em quatro anos. Os títulos da empresa de Mark Zuckerberg caem esta terça-feira 5,8% para 162,55 dólares, o valor mais baixo em seis meses, penalizado pelas suspeitas de uso indevido de informações da rede social durante a última campanha eleitoral nos Estados Unidos.

Em Nova Iorque, o índice tecnológico Nasdaq negoceia na linha de água, a avançar 0,03% para 7.346,64 pontos. Na sessão desta segunda-feira, a queda do Facebook penalizou todas as gigantes tecnológicas, que já começaram a recuperam. Entre as restantes FAANG, a Apple valoriza 0,27%, a Amazon ganha 1,56% e a Netflix sobe 0,88%, enquanto a empresa detentora da Google, a Alphabet, recua 0,82%.

“Ainda estamos a tentar perceber se o setor tecnológico ainda está sob pressão. O Facebook poderá ser uma história mais longa porque está ligado a uma história mais alargada de investigação”afirmou o estrategista chefe de mercados da B. Riley FBR, Art Hogan, em declarações à agência Reuters.

Em causa está uma reportagem o jornal britânico “The Guardian”, que acusou a consultora política britânica Cambridge Analytica de ter usado dados privados de 50 milhões de utilizadores do Facebook para ajudar Donald Trump na campanha eleitoral, que o levou à presidência dos Estados Unidos, em 2016. A denúncia ameaça criar uma crise de reputação da rede social, mas não só.

O Parlamento do Reino Unido já pediu ao fundador da rede social, Mark Zuckerberg, para ir a Westminster explicar o que aconteceu. Foi dado um prazo, que termina na próxima segunda-feira, para a empresa enviar uma resposta à intimação. O “The New York Times” também noticiou, esta terça-feira, que o diretor de sistemas de segurança da gigante tecnológica, Alex Stamos, perdeu o cargo no seguimento da investigação.

 

 

 

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