Faturação da Inapa subiu 4% em 2017, para 886 milhões de euros

Os resultados líquidos da Inapa em 2017 melhoraram 5,4 milhões de euros, excluindo o efeito extraordinário resultante da compra da Papyrus France e alienação da Inapa Suíça em 2016.

Jonathan Drake/Bloomberg

A Inapa fecha o ano de 2017 com um volume de negócios de 885,7 milhões de euros, mais 36 milhões de euros face ao ano anterior, um valor que traduz um crescimento de 4%.

Os resultados líquidos em 2017 melhoraram 5,4 milhões de euros, excluindo o efeito extraordinário resultante da compra da Papyrus France e alienação da Inapa Suíça em 2016.

“A evolução verificada nas três áreas de negócio demonstra o acerto das decisões estratégicas tomadas em 2016, em que o grupo fez um grande investimento em França, ao adquirir na área de distribuição de papel a Papyrus France e na área de embalagem a Embaltec SA”, destaca um comunicado da Inapa.

Segundo o CEO da Inapa, Diogo Rezende, “a fusão das empresas de papel em França realizada em 2017 vai permitir alcançar uma maior eficiência operacional e reforçar a nossa posição no mercado francês, no qual a Inapa é hoje líder’.

O grupo Inapa conseguiu aumentar no ano passado a sua faturação em 33 milhões de euros na área de distribuição de papel.

“O aumento de atividade resultou num ganho de quota nos mercados onde a Inapa está presente, atendendo a que o consumo total nesse mercado registou uma caída de 1,7%. Na área de embalagem e comunicação visual, o grupo registou também um crescimento de 3,5%, fruto das iniciativas tomadas nos diferentes mercados de atuação da Inapa, dos investimentos realizados no alargamento do portefólio de produtos e na extensão da cobertura geográfica nessas regiões”, revela o referido comunicado.

O comunicado adianta ainda que, “não obstante a forte pressão concorrencial e o aumento de preços dos produtores de papel, a Inapa conseguiu, durante 2017, aumentar a margem bruta para 18,3% das vendas, 0,5 pontos percentuais acima do período homólogo”.

“O incremento das receitas nas diferentes áreas de negócio foi alcançado também apostando em produtos e serviços de maior valor acrescentado, levando a um aumento da margem bruta de 10,2 milhões de euros, um acréscimo de 0,5 pontos percentuais sobre as vendas, refletindo o nosso empenho na defesa da margem global do grupo e o desenvolvimento de negócios de maior valor acrescentado”, explica Diogo Rezende.

Os custos de exploração da Inapa em 2017 registaram um aumento de nove milhões de euros (+7%) face ao ano anterior, decorrente da integração da empresa Papyrus France no perímetro, representando 15,4% das vendas comparativamente com 15,0% em 2016.

Em resultado do crescimento das vendas e melhoria da margem, o EBITDA recorrente situou-se nos 22,6 milhões de euros, 0,6 milhões de euros acima do período homólogo de 2016.

Os resultados operacionais (EBIT) situaram-se em 13,7 milhões de euros (1,5% das vendas).

Por seu turno, os custos financeiros líquidos diminuíram 7% (-1,0 milhão de euros) para 13,2 milhões de euros face ao período homólogo do ano anterior.

“Esta progressão deve-se essencialmente à diminuição do impacto das diferenças cambiais. Em termos globais, o grupo fechou o ano com um resultado líquido positivo de 0,2 milhões, que comparam com 4,4 milhões de euros em 2016”, destaca o comunicado da Inapa.

No entanto, o mesmo documento ressalva que, “se excluirmos o efeito da mais-valia líquida da aquisição da Papyrus France e a alienação da Inapa Suíça das contas de 2016, que teve um impacto agregado de 9,5 milhões de euros, os resultados líquidos aumentaram em 5,4 milhões de euros”.

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