Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários diz que “pseudo-greve nacional” só tem efeitos em Lisboa

A Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários (FNSTP) garantiu hoje que a “pseudo-greve nacional promovida hoje pelo Seal-sindicato dos estivadores de Lisboa apenas teve efeito de paralisação no porto da capital e seus adjacentes”.

Em comunicado, no dia da paralisação de 24 horas, a federação considerou não se sentirem os efeitos do protesto convocado pelo Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL), uma vez que “em todos os restantes portos do País, e em particular no porto visado de Leixões, contrariamente à falsa informação veiculada pelo Seal, o efeito dessa tentativa de greve foi absolutamente nulo”.

“Todos os navios se encontram a operar normalmente, como o atestam com seriedade as respetivas Administrações Portuárias”, lê-se no texto enviado às redações, o qual acrescenta que “fracassou, assim, mais uma vez, a desesperada manobra de embuste do líder do Seal que tenta ingloriamente invadir Leixões e demais portos de resistência”.

Nesses portos “a lei e civilidade são escrupulosamente respeitadas, não se coibindo de se servir perfidamente das mais caluniosas injúrias para denegrir a honradez dos sindicatos e dos trabalhadores que, lucidamente, não se deixam enganar nem se vergam à sua tirania”, lê-se.

“Será sempre repudiada a ignominiosa política de coação do Seal, que não vingará nunca nos portos representados por esta Federação, onde o sindicalismo permanece orgulhosamente livre”, conclui-se.

Fonte do SEAL informou que a greve de hoje dos estivadores tem uma adesão de 100% e que foi apresentado um pré-aviso de greve às horas extraordinárias entre 13 de agosto e 10 de setembro.

Fonte do SEAL adiantou há agência Lusa que “100% dos filiados aderiram à greve” e que o sindicato representa cerca de 600 trabalhadores, o que no universo geral significa “60 a 70%”.

Fonte do porto de Leixões já avançou que a paralisação de 24 hora não está a produzir efeitos, tendo a Lusa tentado contactar, ainda sem resposta, a Associação de Armadores da Marinha de Comércio e a Associação dos Portos de Portugal.

Na quinta-feira, o presidente do sindicato dos estivadores, António Mariano, justificava esta greve em defesa da liberdade de filiação sindical.

De acordo com o sindicalista, em Leixões, “a partir do momento em que os trabalhadores se filiaram no sindicato, os seus rendimentos passaram para metade”, existindo, por outro lado, ofertas de “milhares de euros” para os trabalhadores se desfiliarem.

O novo protesto dos estivadores nos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal, Ponta Delgada e Praia da Vitória decorrerá entre as 08:00 de dia 13 de agosto às 08:00 de 10 de setembro e vai incidir sobre o trabalho extra.

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