Imobiliário dinamiza construção e economia até março

Setor da construção está finalmente a recuperar dos mínimos com o investimento a atingir, nos primeiros três meses do ano, níveis recorde que já não eram registados há 15 anos. Evolução do mercado residencial imobiliário é principal responsável pela recuperação.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

O sector da construção registou, no primeiro trimestre deste ano, o mais elevado nível de investimento dos últimos 15 anos com um crescimento de 8,5%. A Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Pública (FEPICOP) justifica evolução com dinamismo do mercado imobiliário registou vendas de 127 mil casas em 2016. Valores atingem os 15 mil milhões de euros, quase o dobro do valor das vendas registado quatro anos antes.

Em comunicado, a FEPICOP dá conta dos principais indicadores de conjuntura do sector com base nos dados das contas nacionais trimestrais relativas ao primeiro trimestre de 2017.

“O setor da construção está finalmente a recuperar dos mínimos que se registaram no passado recente. Assim, segundo o INE, o investimento em construção registou um crescimento, em termos homólogos, de 8,5%, o mais intenso dos últimos 60 trimestres (15 anos)”, salienta.

Também o valor acrescentado bruto da construção evoluiu, em termos homólogos, a uma taxa de 7,4%, o que, segundo a FEPICOP, não se verificava há 66 trimestres consecutivos (16,5 anos), indiciando que, “embora mantendo-se o volume de produção em níveis ainda muito anémicos, se está a iniciar um novo ciclo de crescimento da construção”.

A federação liderada por Ricardo Pedrosa Gomes revela ainda que o mercado imobiliário residencial tem sido, “incontestavelmente”, um dos responsáveis pela recuperação da atividade do setor da construção. Verificou-se um crescimento de 59% em 2016 no número de transações de fogos, face ao valor médio apurado no triénio 2012 a 2014, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE.

“Este dinamismo do mercado imobiliário é relevante para o bom desempenho do setor da Construção e da economia portuguesa”, frisa.

Segundo os dados da FEPICOC, de uma média de cerca de 80 mil fogos/ano nesse período, ultrapassou-se os 127 mil fogos vendidos, só em 2016. Deste último total, mais de 83% (105,5 mil fogos) corresponderam a transações de habitações já existentes (não novas), estimulando a atividade no segmento da reabilitação residencial.

Em valor, frisa em comunicado, “a recuperação é ainda mais intensa”, tendo rondado os 15 mil milhões de euros em 2016, quase o dobro do valor das vendas apurado quatro anos antes, com o peso do montante das transações de fogos já existentes a representar mais de 77% do total.

Já a evolução do preço médio por fogo tem revelado comportamentos distintos, entre fogos novos e fogos já existentes, com o primeiro a decrescer ao longo dos três últimos anos (de 165 mil euros/fogo em 2014 para 157 mil euros/ fogo em 2016), enquanto o preço médio dos fogos já existentes tem revelado um crescimento constante (de 86 mil euros/fogo em 2012 para 108 mil euros/fogo em 2016).

Esta dinâmica tem arrastado o volume de licenciamento de novos fogos habitacionais, que registou, nos primeiros quatro meses de 2017, um acréscimo de 34% em termos homólogos, depois do aumento de 38% em 2016.

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