Goldman Sachs defende que tarifas sobre importações de aço e alumínio deixam EUA “em desvantagem”

Ao contrário do multimilionário, que defende que as novas tarifas vão endurecer a posição do país face à concorrência externa, os analistas do banco norte-americano prevêem um aumento desmedido dos custos das importações, que vai “deixar a maior economia mundial em desvantagem”.

O Goldman Sachs acredita que as tarifas sobre a importação de aço e alumínio anunciadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, vão prejudicar a economia dos Estados Unidos. Ao contrário do multimilionário, que defende que as novas tarifas vão endurecer a posição do país face à concorrência externa, os analistas do banco norte-americano prevêem um aumento desmedido dos custos das importações, que vai “deixar a maior economia mundial em desvantagem”.

“As tarifas de importação vão tornar os Estados Unidos menos competitivos, tendo em conta que aumentam os preços das matérias-primas”, afirmam os analistas do banco de Nova Iorque, em comunicado. “Ao impor tarifas gerais para todas as importações de aço e alumínio, o maior impacto económico está sobre o Canadá, México e a União Europeia (UE) e, ironicamente, alivia o impacto económico para a China e a Rússia”, indicam.

Donald Trump propôs no início do mês avançar com a imposição de tarifas alfandegárias “expressivas e amplas” sobre o aço e alumínio que dão entrada no país. A iniciativa do presidente visa a implementação de uma tarifa de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre a importação de alumínio.

“Os compradores de aço e alumínio nos Estados Unidos enfrentariam desvantagens de custos em relação aos seus concorrentes internacionais, especialmente numa altura em que o mercado laboral está apertado e a inflação salarial está a crescer”, indica a Goldman Sachs.

Os analistas do Goldman Sachs indicam que a iniciativa de Donald Trump invoca a secção 232 da Lei da Expansão Comercial de 1962. “Esta é a ironia da secção 232: uma tarifa destinada a apoiar a indústria dos Estados Unidos pode acabar por aumentar as margens e o investimento para um pequeno subconjunto de produtores, deixando a economia geral em desvantagem”, argumentam.

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