Governo analisa concessão do terminal de cruzeiros de Leixões para aumentar escalas

“Em Leixões, estamos a avaliar a possibilidade de fazer uma concessão para o terminal de cruzeiros, de forma a fazer as alterações necessárias para ali ter outro tipo de cruzeiros”, disse Ana Paula Vitorino, que estava a ser ouvida na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Cristina Bernardo

O Governo está a avaliar a possibilidade de concessionar o terminal de cruzeiros de Leixões, no norte do país, para receber outro tipo de embarcações, de forma a aumentar as escalas, disse hoje a ministra do Mar.

“Em Leixões, estamos a avaliar a possibilidade de fazer uma concessão para o terminal de cruzeiros, de forma a fazer as alterações necessárias para ali ter outro tipo de cruzeiros”, disse Ana Paula Vitorino, que estava a ser ouvida na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Apesar do aumento, no ano passado, do número de cruzeiros naquele terminal, a governante notou que os valores ainda continuam “baixos”.

“Nós não queremos ter só 100 escalas, queremos ter 200 ou 300”, vincou.

Para isso, “o terminal de cruzeiros de Leixões deve ter uma gestão especializada”, considerou a governante, informando que tal estudo já foi pedido à Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL).

Respondendo às questões levantadas pelos deputados, Ana Paula Vitorino informou também que o executivo prevê avançar “ainda este ano” com o Estudo de Impacte Ambiental sobre obras no porto da Figueira da Foz, visando lançar os concursos para as empreitadas “no início do próximo ano”.

Em causa estão “dois projetos considerados prioritários para aumentar a competitividade” naquele Porto, no que se refere à melhoria das acessibilidades marítimas e à melhoria das condições de segurança, investimentos de 32 milhões de euros e de 4,1 milhões de euros, respetivamente, explicou.

Apontando que “existe algum financiamento comunitário para estes projetos”, Ana Paula Vitorino disse esperar que “corra tudo bem em relação a esta matéria”.

Já questionada sobre a proposta feita às Nações Unidas para uma possível extensão da plataforma continental, a responsável indicou que tudo está a “decorrer dentro do previsto”.

Contudo, reconheceu que “os processos são lentos” e, por essa razão, estimou que “antes de 2020 não haja resposta”.

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