Governo disponível para ir além dos 600 euros no salário mínimo nacional em 2019

O secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, disse esta terça-feira, aos jornalistas, que o valor final não está fechado: “O debate vamos tê-lo a seu tempo, que é no final do ano, nessa altura veremos qual é o equilíbrio possível”.

Cristina Bernardo

O Governo está disponível para ir além dos 600 euros brutos mensais no salário mínimo nacional (SMN) a partir do próximo dia 1 de janeiro de 2019. O secretário de Estado do Emprego disse esta terça-feira, aos jornalistas, que o valor final não está fechado, de acordo com o “Diário de Notícias” e com o “Jornal de Negócios”.

“O Governo tem uma meta, mas vamos passo a passo. O debate ainda não abriu na concertação social, há-de chegar a seu tempo. Vamos ainda durante o mês de julho apresentar na concertação mais um relatório de análise do SMN”, disse Miguel Cabrita.

“Evidentemente que estamos atentos a todos os sinais que vão surgindo e vamos ouvindo (…). O debate vamos tê-lo a seu tempo, que é no final do ano, nessa altura veremos qual é o equilíbrio possível”, sublinhou o governante aos meios de comunicação social, segundo as declarações divulgadas na edição de hoje do DN e do diário de economia.

Na semana passada, o presidente da CIP, António Saraiva, admitiu que os patrões proponham um salário mínimo superior a 600 euros e adverte para a eventual rejeição do acordo sobre alterações à lei laboral se o parlamento “adulterar” a proposta.

“Iremos, nós, confederações patronais, surpreender a sociedade portuguesa na próxima discussão do salário mínimo, porque provavelmente teremos algumas surpresas daquilo que é o entendimento do valor do salário mínimo e daquilo que desejamos que venha a ser o salário mínimo”, disse o representante dos patrões, em entrevista à “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios”.

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Na entrevista à Antena 1/Jornal de Negócios o presidente da CIP lamentou ainda que o Ministério da Economia tenha “poucos instrumentos, para não dizer nenhuns, para estimular a economia”.
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