Governo reage à S&P com garantia de políticas para um modelo económico sólido

A S&P manteve o rating da República no primeiro grau de investimento (BBB-). A notação está neste nível desde setembro de 2017, altura em que a agência se tornou a primeira das três principais a tirar Portugal do ‘lixo’ após a crise.

Cristina Bernardo

O ministério das Finanças garante que irá prosseguirá políticas para um modelo de crescimento da economia portuguesa sólido, em reação ao relatório da Standard and Poor’s. A agência de notação financeira decidiu, esta sexta-feira, manter o rating e a perspetiva inalterados, apesar de ter elogiado os progressos do país.

“O Governo prosseguirá políticas que garantam um modelo económico sólido, alicerçado na implementação do Programa Nacional de Reformas, na gestão equilibrada das contas públicas e na promoção de um crescimento sustentável e inclusivo”, afirmou o ministério das Finanças, em comunicado.

A S&P manteve o rating da República no primeiro grau de investimento (BBB-). A notação está neste nível desde setembro de 2017, altura em que a agência se tornou a primeira das três principais a tirar Portugal do ‘lixo’ após a crise.

“A decisão da S&P ocorre depois de serem conhecidos os resultados económicos que Portugal alcançou no ano transato, incluindo o maior crescimento real da economia desde o início do século, o défice mais baixo da democracia e a maior redução da dívida pública em 20 anos. Mais recentemente, estes resultados também se refletiram na retirada do País da lista de Estados-membros da União Europeia em desequilíbrios macroeconómicos excessivos”, sublinhou o ministério liderado por Mário Centeno.

Sobre as projeções de crescimento económico publicadas pela S&P – de uma expansão do produto interno bruto (PIB) nacional de 2,3% em 2018 e 1,8% em 2021 -, o Governo refere que a agência mostra “confiança num forte desempenho das exportações e do investimento, assim como os progressos assinalados no reforço da estabilidade financeira e do mercado de trabalho”.

 

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