Governo vai levar a Bruxelas a construção do armazém de resíduos nucleares em Almaraz

“Reajo com uma enorme surpresa a esta decisão por parte do Governo espanhol”, transmitiu João Matos Fernandes.

Lusa

O ministro do Ambiente afirmou hoje estar surpreendido com a autorização de Espanha à construção do armazém de resíduos nucleares, em Almaraz, considerando haver incumprimento de legalidade e lealdade entre os dois países, e decorrem agora contactos diplomáticos.

Em declarações à SIC Notícias o ministro João Matos Fernandes, disse que: “temos três princípios muito claros, o primeiro é o da legalidade e ela não foi cumprida”,  e explicou que, “num projeto deste tipo, as leis comunitárias obrigam à existência de uma avaliação de impactos ambientais transfronteiriços e isso não foi feito”

“Reajo com uma enorme surpresa a esta decisão por parte do Governo espanhol”, transmitiu João Matos Fernandes que acrescenta que Portugal não foi ouvido nesta decisão de Espanha. Havia compromisso para fechar central até 2020, diz o ministro.

O Governo português vai levar esta questão a Bruxelas.

O Governo espanhol deu luz verde à construção do armazém para resíduos nucleares na central de Almaraz, localizada a cerca de 100 quilómetros da fronteira portuguesa, através de uma resolução da Direção-Geral de Política Energética e Minas do Ministério da Energia.

De acordo com o Boletim Oficial do Estado (BOE), divulgado na quarta-feira, que reporta a resolução de 14 de dezembro de 2016, da Direção-Geral de Política Energética e Minas, “autoriza a execução e montagem da modificação do desenho correspondente ao Armazém Temporário Individualizado da Central Nuclear Almaraz, Unidades I e II”, avança a Lusa.

 

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