Grupo químico CUF altera marca para Bondalti e quer ser líder na Península Ibérica

O grupo químico CUF, que pertence ao Grupo José de Mello, assume a partir desta terça-feira uma nova marca, Bondalti, num momento de reforço do investimento com o objetivo de se tornar o maior produtor de cloro da Península Ibérica.

Segundo disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração da CUF, João de Mello, “as empresas do Complexo Químico de Estarreja duplicaram, há 8 anos, a sua capacidade produtiva com um investimento de 250 milhões de euros. Só a CUF, para duplicar a sua capacidade produtiva nas cadeias de Cloro e de Anilina, investiu 125 milhões de euros. De então para cá, têm sido realizados investimentos anuais na melhoria contínua e na maior eficiência das unidades produtivas”.

“Com o investimento na Cantábria, mais o reforço em Estarreja e mais a estratégia de crescimento que continuamos a ter, penso que em um a três anos poderemos vir a ser líderes nessa área de negócio [de produção de cloro e derivados]”, afirmou.

Atualmente, acrescentou João de Mello, a Bondalti (ex-CUF) é líder na Europa na produção e venda de anilina e mononitrobenzeno para mercado livre (há empresas a produzir mais mas utilizam o próprio produto e não vendem no mercado).

Sobre a alteração de identidade para Bondalti, João de Mello disse que o objetivo é tornar “a marca mais internacional”, num momento em que está a reforçar a presença internacional: “’Bond’ significa ‘ligação’ em inglês e ‘Alti’ é o desejo, a ambição de sermos número um, de estarmos à frente”.

No Grupo José de Mello, a marca comercial CUF mantém-se apenas nos hospitais privados.

Sobre os próximos passos do grupo para crescer, o responsável disse que ainda estão “em análise”, seja através de “de crescimento orgânico seja por aquisições”.

A Bondalti, ex-CUF (Companhia União Fabril), é o maior produtor em Portugal de química industrial, tendo cerca de 340 trabalhadores em Portugal e 70 em Espanha, número que deverá aumentar para 100 funcionários com a abertura da fábrica na Cantábria.

Tem instalações industriais, em Portugal, em Estarreja, no Barreiro e em Coimbra, e em Espanha em Pontevedra e na Cantábria.

Em 2017, o grupo teve lucros de 17 milhões de euros, mais 40% do que em 2016, disse José de Mello à Lusa, acrescentando que o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) foi de 48 milhões de euros para uma faturação de 320 milhões de euros.

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