Há 10 anos que o design está mais democratizado

Existe há mais de 70 anos, mas em Portugal a história da marca começa em 2004. Desde que a IKEA abriu a primeira loja em Alfragide, o conceito de uma “Casa Portuguesa, Com Certeza!” de Amália Rodrigues, nunca mais foi o mesmo. Ao longo dos últimos 10 anos, cerca de 70 milhões de pessoas visitaram, […]


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Existe há mais de 70 anos, mas em Portugal a história da marca começa em 2004. Desde que a IKEA abriu a primeira loja em Alfragide, o conceito de uma “Casa Portuguesa, Com Certeza!” de Amália Rodrigues, nunca mais foi o mesmo.

Ao longo dos últimos 10 anos, cerca de 70 milhões de pessoas visitaram, em Portugal, a marca sueca de artigos de decoração mais famosa do mundo. A exposição “A Vida em Casa: 10 anos da IKEA em Portugal”, patente até 30 de novembro no MUDE – Museu do Design e da Moda, em Lisboa, desafia os visitantes a refletir sobre os hábitos de vida dos portugueses nesta última década. A exposição é comissariada pela própria marca e dá a conhecer alguns dados estatísticos e curiosidades que refletem a vivência das casas e famílias portuguesas dentro das “quatro paredes caiadas”, no tom informal característico da marca.

Desde o século XX que a habitação é o centro das grandes preocupações do design e da arquitetura, a primazia que se passou a dar ao espaço casa e aos objetos que compõem os seus ambientes são reflexo de uma evolução ideológica, sociológica e histórica que colocam no indivíduo o foco principal. É nesse contexto que o MUDE serve de anfitrião à exposição da IKEA, marca que tanto tem contribuído para a democratização do design e com quem o museu tem vindo a estabelecer, desde 2010, algumas parcerias, explicou ao Oje Bárbara Coutinho, diretora do MUDE.

O discurso expositivo da mostra está organizado em quatro núcleos – “Contexto da Exposição”, “A IKEA em Portugal”, “A Casa em Portugal” e o “Design Democrático”. De acordo com Ana Teresa Fernandes, diretora de comunicação da IKEA Portugal, os dados apresentados nestas áreas são quantitativos e resultam de estudos internos da marca, refletindo as regiões da Grande Lisboa, Grande Porto e Algarve, onde o grupo se prepara para abrir a quarta insígnia da marca.

Ao longo da exposição ficamos a saber que, por exemplo, 62% dos portugueses são proprietários das suas casas e que a média de espaço útil da casa portuguesa é de 96m2. É revelado também que os portugueses são dos poucos povos que têm uma dispensa nas suas habitações. A casa de banho portuguesa apresenta também características que a tornam única, designadamente o facto de cerca de 82% estar apetrechada com bidé, um elemento que noutros países se tornou obsoleto. Um dado importante a reter ainda nesta divisória é o facto de cerca de 70% dos convidados que utilizam a casa de banho abrirem as portas dos armários para espreitarem o seu interior. Na cozinha, os estudos revelam que o povo português é dos que mais convive à mesa e que 79% dos portugueses cozinham todas as noites. Ficamos também a saber que cerca de 40% das cozinhas em Portugal têm televisão. Já na sala de estar, os dados da IKEA dizem que os portugueses passam cerca de quatro horas por dia na sala da sua casa e que mais de 40% gosta de dormir a sesta no sofá.

Outro dado curioso diz respeito às marquises, uma percentagem de 20% das casas em Portugal têm marquise fechada e perto de 50% utiliza-a para arrumação.

Depois de se percorrer os vários ambientes do núcleo “Casa em Portugal”, à boa maneira da IKEA, a exposição encerra com um núcleo intitulado “Design Democrático”, onde são reveladas as cinco dimensões que norteiam a conceção dos produtos da marca – preço baixo, sustentabilidade, qualidade, função e forma. É neste espaço que encontramos alguns ícones da IKEA que são apresentados quase como embaixadores dos referidos cinco valores dos produtos. A popular mesa de apoio quadrada, disponível em várias cores, que não precisa de ferramentas para se montar, a Lack, ilustra a redução do preço que ao longo do tempo foi alcançada através de matérias-primas mais baratas e ferragens mais simplificadas. A “sustentabilidade” é representada pelo admirável mundo dos Leds que abrem todo um mundo de possibilidades na iluminação. O valor “qualidade” faz-se representar na exposição pela gama Stockholm e a “função” é ilustrada com a gama de básicos IKEA 365+ . O embaixador da “forma” é o popular regador PS 2002, aquele jarro de plástico com uma forma apelativa que é, efetivamente, uma peça de design.

“A Vida em Casa: 10 anos da IKEA em Portugal” é a primeira exposição da IKEA no MUDE, mas avizinham-se novos projetos em conjunto para breve. A diretora do museu afirmou já estar a preparar com a marca uma instalação de rua, em frente ao MUDE, que faz referência a uma das peças mais vendidas na IKEA a nível mundial que é produzida em Portugal. Não quis revelar mais, mas assegurou que o projeto decorrerá já durante o próximo ano. Para Ana Teresa Fernandes tanto a IKEA como o MUDE partilham de uma missão comum – “levar o design à maioria das pessoas, de uma forma inspiradora e construtiva. É uma comunicação bilateral, o MUDE fá-la com o visitante e a IKEA com os consumidores”. A diretora de comunicação da marca confessa, ainda, que quando o museu chegou à cidade a IKEA percebeu de imediato que o museu seria o parceiro ideal para trabalhar e promover o design.

Quando perguntamos à directora de comunicação da IKEA qual a maior conquista da marca em Portugal nesta última década, a resposta é imediata: “desafiar os portugueses a tomar conta das suas casas”.

O que fez a IKEA por Portugal nos últimos 10 anos?

Embora a marca só exista em Portugal desde 2004, há 40 anos que o grupo sueco tem relações comerciais cimentadas com o nosso país. Desde 1974 que os suecos se abastecem em fornecedores portugueses, comprando desde loiça, a sofás, colchões, entre muitos outros produtos.

Atualmente a marca emprega, de forma direta, mais de 2800 colaboradores, entre lojas e fábricas. Tem abertas três lojas em Alfragide, Matosinhos e Loures e prepara-se para abrir a quarta em Loulé, no Algarve. É proprietário de três fábricas, nos quais produz uma média diária de quatro mil móveis exportados para todo o mundo, desde os Estados Unidos da América até à Rússia. A IKEA compra a mais de 20 fornecedores em Portugal e distribui anualmente cerca de 2 milhões de catálogos.

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