Horizonte 2020: Grupo de investigadores portugueses em início de carreira recebe 11,5 milhões de euros

Os investigadores que pretendam concorrer a uma Bolsa Júnior do ERC terão em breve a oportunidade de o fazer, já que a apresentação de propostas abrirá nos próximos dias.

Jerry Lampen/Reuters

O Conselho Europeu de Investigação (ERC) atribuiu Bolsas Júnior a 403 jovens investigadores em início de carreira, dos quais oito são portugueses (cinco radicados em instituições portuguesas e três no estrangeiro), avança a Comissão Europeia, em comunicado.

O montante total de financiamento é de 603 milhões de euros e cada projeto pode receber até 1,5 milhões de euros para que os bolseiros possam criar as suas próprias equipas de investigação e concretizar projetos pioneiros. As subvenções fazem parte do pilar “Ciência de Excelência” do atual Programa de Investigação e Inovação da UE, o Horizonte 2020.

As Bolsas Júnior do ERC são concedidas a investigadores de qualquer nacionalidade com dois a sete anos de experiência após a conclusão do doutoramento (ou diploma equivalente) e com um historial científico prometedor. A investigação deve ser realizada num organismo de investigação público ou privado localizado num dos Estados-Membros da UE ou em países associados.

O financiamento (até 1,5 milhões de euros por subvenção) é concedido por um período máximo de cinco anos. Dois terços do orçamento do ERC destinam-se a investigadores em início de carreira: os regimes de Bolsas Júnior e de Subvenções de Consolidação. Os convites à apresentação de propostas são publicados uma vez por ano para cada regime.

Inovação em português

A investigação motivada pela curiosidade destes novos bolseiros abrange vários tópicos e os projetos de investigadores portugueses, ou estabelecidos em Portugal, contemplados foram o “DUNES”, uma história ambiental das dunas costeiras, desenvolvido na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa por Joana Freitas; o “LIMBo”, que visa apurar a relação entre regime alimentar e saúde cerebral: como os metabolitos fenólicos influenciam a inflamação cerebral, desenvolvido no Instituto de Biologia Experimental e Tecnologia por Cláudia Nunes dos Santos; o “FIT2GO”, um instrumento para modelos de exercício em evolução, desenvolvido na Fundação Calouste Gulbenkian por Claudia Bank; o “CapBed”, uma rede capilar artificial para uma boa pré-vascularização de enxertos resultantes de engenharia de tecidos, desenvolvido na Universidade do Minho por Rogério Pirraço; o “ContentMAP”, um mapeamento por conteúdos, ou seja, a organização topográfica do conhecimento de objetos no cérebro, desenvolvido na Universidade de Coimbra por Jorge Almeida; o “PedSarc”, que localiza mecanismos genéticos e epigenéticos em sarcomas pediátricos, desenvolvido no Deutsches Krebsforschungszentrum, na Alemanha, por Ana Banito; o “REFUGEDEV”, refugiados, pobreza e crescimento económico, desenvolvido na London School of Economics and Political Science, no Reino unido, por Sandra Sequeira; e o “EvolPhysiol – Evolução da Fisiologia”, que incide sobre a relação entre a Terra e a Vida, desenvolvido na Universitat Wien, na Áustria, por Maria Filipa Sousa.

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