PremiumIlhas são bons laboratórios para inovar

O desafio de se tornar numa ‘smart city’ passa por congregar pequenas coisas inteligentes num ecossistema integrado.

Ser uma ‘smart city’ pode ser ter parquímetros inteligentes ou até ter lâmpadas com tecnologia LED, já que a inteligência nas cidades pode ser encontrada em pequenas coisas. O desafio é a integração de todas estas coisas num ecossistema partilhado.

As ilhas, e falando no caso da Madeira e do Porto Santo, são um bom laboratório, por serem “redes isoladas, pequenas e controláveis, onde eu posso com poucos meios fazer experiências, e, como não estão muito expostas a fatores externos, controlo a reação a essas pequenas coisas que lá faço”, explica Diogo Drumond, empreendedor na área da digitalização de edifícios.

A questão que se coloca, já que somos uma ilha, é porque é que então não somos uns ponta de lança em tudo o que seja desenvolvimento das smart cities. Ora, Diogo Drumond afirma que isso exigiria criar um ecossistema de empresas que forneçam serviços nessa área.

“O que acontece em Silicon Valley ou em Shenzen, na China, é que eles tornaram-se hubs de empresas que trabalham umas com as outras. Por exemplo, na digitalização de edifícios, eu tenho de mandar produzir na China, porque não tenho fábricas aqui na Madeira. Se eu morasse em Shenzen, pegava no telefone ou saia à rua e cruzava-me com alguém que vendia eletrónica ou que tinha uma fábrica de eletrónica e que me dava apoio em melhorar a minha ideia. Os meus ciclos de desenvolvimento são: faço, mando fabricar, duas semanas para fabricar, uma semana para transporte e vejo se funcionou. Lá ia para a fábrica e ao mesmo tempo que ia fabricando já ia testando”, esclarece.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor. Edição do Económico Madeira de 5 de julho.

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