Impacto do BES na economia: “Difícil de prever”, diz CES

O Conselho Económico e Social (CES) alerta para o impacto negativo que a crise do Banco Espírito Santo (BES) pode ter no cenário macroeconómico traçado pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para 2015. “A restritividade das condições de crédito às empresas que se manterá em 2015, agravada pelo impacto da crise do BES […]


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O Conselho Económico e Social (CES) alerta para o impacto negativo que a crise do Banco Espírito Santo (BES) pode ter no cenário macroeconómico traçado pelo Governo na proposta de Orçamento do Estado para 2015.

“A restritividade das condições de crédito às empresas que se manterá em 2015, agravada pelo impacto da crise do BES e a expetativa de descida do rácio de alavancagem, provocarão um efeito negativo, de dimensão difícil de prever, mas certamente muito significativo sobre a atividade económica”, afirma o Conselho na terceira versão do projeto de parecer sobre o OE2015, ao qual a Lusa teve acesso.

Para minorar este efeito, o CES defende a intervenção da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) – o Banco de Fomento – “que deveria orientar-se prioritariamente para a recapitalização das empresas e para o financiamento através de produtos de dívida subordinada ou quase capital, atuando como entidade promotora destes novos instrumentos”.

A proposta de OE2015 prevê para o próximo ano um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5%, induzido sobretudo pelo crescimento da procura interna, a que se junta um pequeno contributo da procura externa líquida.

Nesta terceira versão, o CES alerta para “a elevada incerteza que envolve esta previsão […] agravada pelo facto de o nosso perfil exportador se manter no essencial inalterado, concentrando-se em atividades sujeitas a forte concorrência internacional e com uma elevada dependência de produtos importados e pelos sinais decorrentes da evolução mais recente das nossas exportações em 2014, com um recuo do peso das mesmas para fora da União Europeia e uma perda de quota de mercado, na primeira metade do ano”.

O anteprojeto de parecer do CES, elaborado pelo conselheiro João Ferreira do Amaral, lembra também a “situação difícil” do setor empresarial a operar no mercado doméstico “sem que uma política consistente de substituição de importações tenha sido desenvolvida”, o que torna “a economia mais vulnerável relativamente às importações”.

No documento, o CES destaca igualmente que a situação económica da maior parte dos nossos parceiros europeus continua a evoluir de forma insatisfatória e que o impacte negativo do OE2015 sobre o rendimento disponível “torna muito duvidoso o crescimento de 2,0% previsto para o consumo privado”.

O Conselho salienta ainda o papel “insubstituível” do investimento público no desenvolvimento do país e chama a atenção para a necessidade de analisar com “ponderação” o processo de privatização de algumas empresas públicas, nomeadamente, nos setores dos transportes, abastecimento de águas e o tratamento de resíduos, entre outros.

“Perante os casos de empresas como a Portugal Telecom (PT), o CES mostra-se especialmente preocupado com as consequências de uma política de privatizações que não tenha em devida conta os superiores interesses estratégicos do país e que tenha como critério prioritário o encaixe financeiro”, sustenta o projeto de parecer.

Esta terceira versão do projeto de parecer sobre o OE2015 poderá sofrer alterações tendo em conta os contributos dos parceiros sociais que integram Comissão Especializada Permanente de Política Económica e Social (CEPES), que se reúne na quinta-feira.

O documento final será aprovado no plenário do CES, marcado para o dia 04 de novembro, na Assembleia da República.

OJE/Lusa

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