Imperial, Dan Cake, peixe de Matosinhos e Pêra Rocha: o que a Mercadona comprou em Portugal em 2017?

Com cerca de 1.600 lojas em Espanha, a Mercadona entra no próximo ano em Portugal, sendo este o primeiro país em que aposta além das localidades espanholas.

Em 2017, a Mercadona comprou em Portugal 63 milhões de euros a fornecedores portugueses, o que significa que aumentámos este número em 11 milhões em relação ao ano anterior”, afirmou a diretora de Assuntos Europeus e Relações Externas de Portugal da Mercadona, Elena Aldana, que falava aos jornalistas após uma visita a um centro do grupo em Valência, Espanha.

Em causa estão, por enquanto, “50 fornecedores portugueses, mas o objetivo é continuar a crescer à medida que começamos a definir a gama de produto para Portugal”, acrescentou.

“Trabalhamos com a Imperial – compramos as Pintarolas -, as bolachas da Dan Cake, o peixe da lota em Matosinhos, com a Pêra Rocha, muitos produtos”, precisou.

Com cerca de 1.600 lojas em Espanha, a Mercadona entra no próximo ano em Portugal, sendo este o primeiro país em que aposta além das localidades espanholas.

Apesar de ainda não existir uma “data exata”, as primeiras quatro lojas do grupo – que se vão localizar em Gaia, Maia, Gondomar e Matosinhos — abrem “no primeiro semestre” de 2019, indicou Elena Aldana.

O motivo pelo qual a empresa escolheu o Grande Porto deve-se às características daquela zona: “Estávamos à procura de concentração populacional e Lisboa ou Porto eram as áreas com mais concentração” e, “dentro dessa concentração populacional, o Porto era interessante”.

“Depois, temos [perto do Porto] a plataforma logística de Leixões, o que era uma facilidade no caso de não termos uma plataforma em Portugal, mas já assinámos também com uma plataforma na Póvoa de Varzim e o objetivo é começar também com a construção para ter disponível esta plataforma para as quatro primeiras unidades”, precisou a responsável.

Já Lisboa “chegará no futuro”.

Elena Aldana notou que o objetivo da Mercadona é, “a pouco a pouco, começar a definir o projeto em Portugal”.

“Primeiro foi a criação da sociedade, que é Irmãdona Supermercados S.A., com o objetivo de pagar os impostos da nossa atividade portuguesa em Portugal, depois começámos com a criação de escritórios no Porto e já [estão a decorrer] as contratações”, indicou, falando no recrutamento já concretizado de 120 pessoas para cargos de direção e na abertura de concursos para 200 colaboradores para as quatro lojas.

Ao todo, serão 350 postos de trabalhos: 150 na direção e 200 para as lojas. Todos têm, durante um ano, uma formação em Espanha numa das lojas do grupo.

Quanto ao investimento em Portugal, é de 25 milhões de euros numa fase inicial, mas a empresa admite “aumentar estes números”, segundo Elena Aldana.

“Portugal é um mercado muito interessante, está próximo de Espanha, [mas] tem muitas diferenças. Achamos que em Portugal há muitas oportunidades e, de facto, há. É um projeto de investimento e de criação de emprego e é no que estamos a apostar”, adiantou a responsável.

Já a venda ‘on-line’ em Portugal, é um objetivo, mas ainda sem prazo.

Ler mais
Recomendadas

Como a Indústria 4.0 pode ajudar a criar a fábrica do futuro

A fábrica do futuro é o centro de uma cadeia de distribuição que combina clientes, fornecedores, distribuidores e parceiros com sistemas analíticos avançados. Isso pode levar a uma “produção perfeita” com o mínimo de tempo de inatividade, negligência, desperdício e ineficiência.

Sustentabilidade no investimento: menos risco, mais valor

Reduzir a quantidade de plásticos descartáveis ou viajar de comboio são duas formas de reduzir a nossa pegada ecológica. E no investimento, o que podemos fazer para reforçar a sustentabilidade?
Comentários