Incêndio em Londres: Autoridades acreditam que há ainda mais de 70 desaparecidos

A polícia britânica anunciou que vai abrir um inquérito público para apurar as causas do incidente, admitindo a possibilidade de ter havido, direta ou indiretamente, mão criminosa na origem do incêndio.

Toby Melville/Reuters

Mais de 70 pessoas continuam desparecidas depois de na quarta-feira, dia 14, um aparatoso incêndio ter deflagrado na torre residencial de 24 andares em Grenfell, em Londres. As operações de buscas foi suspensas, por questões de segurança, estando confirmadas até ao momento 17 mortes e mais de 30 pessoas hospitalizadas, 17 das quais em estado crítico.

O chefe da Polícia Metropolitana, Stuart Cundy, indica que o número de mortos pode vir a aumentar e indica que as autoridades podem não conseguir identificar os restos mortais das restantes vítimas. A polícia britânica já anunciou que vai abrir um inquérito público para apurar as causas do incêndio, admitindo a possibilidade de ter havido, direta ou indiretamente, mão criminosa na origem do incêndio.

“O inquérito público vai apurar se a torre de apartamentos estava devidamente referenciada e se cumpria parâmetros de segurança”, afirmou o presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan, exigindo um relatório preliminar ainda “este Verão”. “Precisamos de saber se as torres de apartamentos em Londres e em todo o país estão seguras”.

A rapidez com que as chamas se terão propagado e alastrado dos andares de baixo ao topo do edifício levam as autoridades a suspeitar que que o material usado no revestimento do edifício, um compósito de alumínio cujo núcleo é de polietileno (um plástico), seria inflamável.

A maioria das divisões da torre Grenfell ficaram totalmente carbonizadas e dado o grau de destruição, será preciso fazer reforços estruturais antes de se proceder à entrada de bombeiros e cães para recolher os corpos das vítimas no interior. Na rua, também os transeuntes protegem-se com o uso de máscaras, devido ao cheiro de fumo intenso.

A torre Grenfell servia de habitação social para centenas de pessoas, na sua maioria muçulmanos. No edifício viviam quatro famílias portuguesas, que sofreram apenas ferimentos ligeiros.

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