Independentistas catalães tentam investir Jordi Turull como presidente

Deputado do JxCat vai ser acusado esta sexta-feira pelo Supremo Tribunal, pelo que a tentativa de o colocar à frente da Generalitat parece ser uma espécie de fuga para a frente.

O grupo independentista que tem maioria no parlamento catalão – Junts por Catalunya, Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e Candidatura de Unidade Popular (CUP) – mantiveram esta quarta-feira intensas negociações para avançar com a investidura, hoje, de Jordi Turull como presidente da Generalitat, avançam os jornais espanhóis.

Roger Torrent, presidente do Parlamento, planeava para esta quinta-feira uma nova rodada de consultas entre os três partidos, mas o calendário foi alterado depois de um juiz do Supremo Tribunal, Pablo Llarena, citar Turull e outros cinco líderes pró-independência para comparecerem em audiência na sexta-feira, possivelmente para lhes comunicar que serão alvo de um processo.

A tentativa de investidura é por isso uma espécie de fuga para a frente, mas, segundo os jornais nacionais, o esquema montado por Torrent pode falhar porque a CUP ainda não tinha afirmado sem reservas, até ao início da noite de ontem, se votará favoravelmente o nome de Turull, deputado de JxCat, o partido de Carles Puigdemont. Se a CUP decidir abster-se, Turull – cujo nome foi avançado pelos independentistas depois de Jordi Sànchez, o nome anterior, ter desistido – pode não conseguir ser eleito.

O magistrado anunciou para sexta-feira a divulgação de uma acusação contra Turull, entre outros, o que pode levar à sua desqualificação como possível nomeado para a presidência do governo da Catalunha.

Por seu lado, os partidos constitucionalistas mostraram a sua rejeição face à eventual candidatura de Turull porque consideram que o deputado não poderá exercer suas funções completas quando o processo judicial avançar. Xavier Garcia Albiol, líder do Partido Popular da Catalunha, pediu por carta a Torrent para adiar a ronda de negociações agendada para esta quinta-feira. Ao mesmo tempo, o PS da Catalunha considera que Turull tem, para já, legalmente o direito de ser investido, embora questione se é o candidato adequado.

Neste quadro, tudo indica que Turull ainda não será o candidato que o grupo independentista conseguirá fazer eleger para chefiar a Generalitat – ao mesmo tempo que as clivagens entre os três partidos que asseguram o controlo do Parlamento continuam a evidenciar-se.

Ninguém consegue perceber ao certo quando é que acabará esta espécie de queima pública de sucessivos candidatos independentistas a um cargo que está desocupado há três meses, depois de Carles Puigdemont ter decretado a independência unilateral da Catalunha e de, em consequência, o governo de Madrid ter dissolvido o governo e o Parlamento.

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