Industriais agro-alimentares queixam-se de atrasos no Porto de Lisboa mas a administração nega

Os industriais agro-alimentares acusaram hoje o Porto de Lisboa de estar a funcionar há mais de uma semana com apenas uma lancha de pilotos, provocando dificuldades na atividade, mas a administração portuária alega que existem neste momento três equipamentos operacionais. Num pedido de esclarecimento enviado à ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, onde pede a […]

Os industriais agro-alimentares acusaram hoje o Porto de Lisboa de estar a funcionar há mais de uma semana com apenas uma lancha de pilotos, provocando dificuldades na atividade, mas a administração portuária alega que existem neste momento três equipamentos operacionais.

Num pedido de esclarecimento enviado à ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, onde pede a “intervenção urgente” do Governo, a FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares conta que das cinco lanchas existentes, três estão avariadas e uma outra está para abate, “situação que tem provocado diversos constrangimentos na atividade portuária e na escala dos navios”.

“Existem diversos navios, incluindo de oleaginosas, à espera de atracar desde segunda-feira devido à falta de lanchas de pilotos” e “não há perspetivas de saber quando os navios podem descarregar”, pode ler-se no documento.

Segundo a FIPA, existem fábricas que já estão paradas e outras prestes a parar por falta de matéria-prima para laborar, “situação que se torna mais gravosa à medida que o tempo passa”, uma situação que “retira competitividade às empresas”.

“A manter-se esta situação, existe o risco de não haver provimento de matérias-primas para muitas fábricas e de os navios de contentores não chegarem aos seus destinos a tempo, o que implicará com as exportações nacionais, estando já a verificar-se atrasos entre quatro dias a uma semana”, alerta a FIPA.

Contactada pela Lusa, fonte da APL garante que “neste momento há três lanchas operacionais” e os constrangimentos que existem devem-se ao mau tempo.

“O que impede o navio de grande calado [embarcação que necessita de maior profundidade de água para entrar no porto] a entrar são as condições meteorológicas e o estado do mar”, explicou a fonte da APL, sublinhando que a segurança das pessoas e bens “não pode ser colocada em risco”.

A mesma fonte admitiu que “há uns dias houve de facto um menor número de lanchas” a funcionar, mas que a situação neste momento está ultrapassada, havendo, além das três embarcações operacionais, uma outra em Cascais “pronta a sair caso a barra tenha condições”.

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