Inovação: UE quer progressos “mais homogéneos”. Suécia continua a liderar

O desempenho da UE em matéria de inovação, em 2016, “continuou a melhorar, não obstante os progressos observados de modo desigual em toda a Europa”. Esta é uma das principais conclusões do último Painel da Inovação, agora publicado pela Comissão Europeia.

Segundo o Painel da Inovação de 2017 da UE, de uma forma geral, o desempenho da inovação melhorou em 15 países, embora com grandes diferenças entre eles. A Suécia continua a ser líder da inovação, enquanto a Lituânia, Malta, os Países Baixos, a Áustria e o Reino Unido apresentam o crescimento mais rápido da inovação. Numa perspetiva global, a UE está a recuperar o atraso relativamente ao Canadá e aos EUA, mas a Coreia do Sul e o Japão estão mais avançados. A China apresenta os progressos mais rápidos entre os concorrentes internacionais.

Segundo a Comissão Europeia, a inovação tem visto o seu desempenho melhorar, sobretudo em matéria de co-publicações internacionais, difusão da banda larga, número de licenciados e doutorados e formação nas TIC. Os investimentos de capital de risco e a percentagem de PME que introduzem inovações têm estado em forte declínio. Nos próximos dois anos, a Comissão estima que o desempenho da inovação aumente 2%.

O Painel da Inovação, que é acompanhado pelo Painel de Avaliação da Inovação Regional, mostra ainda que, se a Suécia é uma vez mais líder, o Reino Unido, pela primeira vez, junta-se a esta lista. Quanto a quem lidera em áreas específicas, destacam-se a Dinamarca — recursos humanos e ambiente propício à inovação; Luxemburgo — sistemas de investigação atrativos e ativos intelectuais; Finlândia — financiamento e apoio; Alemanha — investimentos empresariais; Irlanda — inovação nas PME e impacto no emprego; Bélgica — redes de inovação e colaboração; e o Reino Unido — efeitos das vendas.

Existem igualmente centros de inovação regionais nos países de inovação moderada: Praga na República Checa, Bratislava na Eslováquia e o País Basco em Espanha.

A propósito destes resultados, Carlos Moedas, comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação afirma que o Painel mostra que “ainda é possível fazer mais para melhorar o desempenho da investigação e da inovação. Por isso, estamos a orientar o apoio para os inovadores de ponta através do projeto-piloto ‘Conselho Europeu da Inovação’, ao abrigo do programa-quadro de investigação e inovação Horizonte 2020”.

 

 

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