Inspetor da Operação Marquês sugere criação de uma nova polícia tributária

Paulo Silva, um dos responsável pela condução de inquéritos criminais como a Operação Marquês e Operação Furacão, defende que, com a informatização, o Fisco enfrenta uma mudança de paradigma e é preciso reorganizar-se

Pedro Nunes/Reuters

O inspetor tributário Paulo Silva, um dos responsável pela condução de inquéritos criminais como a Operação Marquês e Operação Furacão, quer criar uma nova unidade nuclear judiciária, a “Polícia Tributária (PT)”. Paulo Silva defende que, com a informatização, o Fisco enfrenta uma mudança de paradigma e é preciso reorganizar-se, avança o jornal “Público”.

“[Com] a quantidade de informação que hoje em dia temos na Autoridade Tributária, muita dela tratada mecanicamente de uma forma automática, vão começar a sobrar meios para podermos atuar dentro da inspeção tributária noutros moldes, ou seja, passar de um procedimento inspetivo tradicional para uma atuação que implica a recolha de prova e de elementos para fazer um trabalho eficiente e eficaz no quadro de uma inspeção tributária que se baseia muito a nível de processo criminal”, afirmou Paulo Silva, à margem do 3.º Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais e Aduaneiros, no Porto.

A pensar nisso, o inspetor tributário sugere que seja criada uma unidade de “Polícia Tributária”, com a sigla “PT”. “Pouca gente se lembra” de que a PT era a antiga Portugal Telecom, defende. Paulo Silva sugere que a nova unidade se deveria manter dentro da Autoridade Tributária, aproveitando “todas as sinergias, todos os conhecimentos que [lá] existem”.

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