Investigações a acidentes com comboios sem conclusão há mais de 10 anos

A lei refere que o relatório final de todas as incidências na linha férrea deveria ser publicado “no prazo máximo de 12 meses a contar da data do acidente”, mas o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Ferroviários (GPIAF) alega que a falta de meios tem dificultado o cumprimento dos prazos.

Mais de 40 investigações a acidentes de comboios continuam à espera de conclusão do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Ferroviários (GPIAF). A lei estabelece o prazo de um ano para a apresentação do relatório final de todas as incidências na linha férrea, mas o GPIAF alega que a falta de meios tem dificultado o cumprimento dos prazos, avança o “Jornal de Notícias”.

A investigação mais antiga que continua sem conclusão diz respeito a um choque entre um comboio e um carro, ocorrido há 12 anos, na Linha do Oeste, próximo de Leiria. Entre as investigações que estão ainda à espera de conclusão incluem-se também 20 descarrilamentos. O GPIAF esteve inativo e sem investigadores entre 2011 e 2014, o que terá originado atrasos significativos nas investigações.

O Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia (SNDF) fala num desinvestimento no setor que, além de condicionar as investigações, tem contribuído para a degradação das linha férreas e dos comboios. Um relatório do Instituto da Mobilidade e dos Transportes indica que, “no ano de 2016, verificou-se um agravamento da sinistralidade ferroviária, nomeadamente quanto ao número de mortos e acidentes”.

“A fase da recolha de evidências e análise que deve ser desenvolvida na sequência dos acidentes tem prioridade sobre as demais tarefas, de forma a salvaguardar a recolha atempada de toda a informação necessária, o que prejudica também a fase de redação dos relatórios, atendendo aos limitados recursos disponíveis”, afirma o diretor em substituição do GPIAF, Nélson Oliveira.

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