Investimento privado em Angola não pára

O investimento privado não petrolífero em Angola cresceu para mais de 1,7 mil milhões de euros no terceiro trimestre de 2014, com Portugal a liderar nos investidores externos, segundo um relatório governamental a que a Lusa teve hoje acesso. De acordo com o documento, produzido pela Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), foram aprovados, […]

O investimento privado não petrolífero em Angola cresceu para mais de 1,7 mil milhões de euros no terceiro trimestre de 2014, com Portugal a liderar nos investidores externos, segundo um relatório governamental a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com o documento, produzido pela Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), foram aprovados, entre 1 de julho e 30 de setembro, 59 novos projetos de investimento privado.

Este investimento traduz-se na criação de 9519 novos postos de trabalho diretos, dos quais 726 para expatriados e os restantes para cidadãos angolanos.

Os projetos aprovados representam um investimento global superior a 2.150 milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros), contra os 261 milhões de dólares (206 milhões de euros) do terceiro trimestre de 2013.

Este crescimento foi impulsionado por um projeto da operadora angolana Unitel, de 1,5 mil milhões de euros, para redes de fibra ótica e de comunicações móveis de última geração.

Do total de 59 propostas, seis são de valor superior a 10 milhões de dólares, e por isso a competência da aprovação é do Presidente da República, enquanto as restantes 53 foram aprovadas diretamente pela ANIP, envolvendo normalmente incentivos fiscais.

O grosso deste volume de investimento é assegurado por entidades angolanas. Entre os investidores estrangeiros, Portugal lidera a lista (10 projetos aprovados), com 30,5 milhões de euros de investimento. Seguem-se investidores de Espanha, com 14,6 milhões de euros, e da China, com 13 milhões de euros.

A província capital, Luanda, continua a concentrar o maior número de investimentos, com 44 aprovados no terceiro trimestre de 2014, seguida do vizinho Bengo, com três projetos.

Construção civil e indústria transformadora são os setores mais representados entre os 59 projetos aprovados.

De acordo com informação deste relatório da ANIP, o “forte crescimento” do setor não petrolífero angolano, estimado em cerca de 7,3%, em média, ao longo dos próximos cinco anos, vai aumentar a concorrência no mercado interno e a criação de emprego, “contribuindo também para a redução da inflação”.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, tendo o crude representado 76% das receitas fiscais do país em 2013, segundo dados do Ministério das Finanças.

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