ISEG prevê crescimento económico de 2,6% no 2º trimestre

O crescimento do investimento e das exportações são os motores do crescimento do PIB, segundo o ISEG.

 

“Com base nos dados quantitativos disponíveis estima-se em 2,6% o crescimento homólogo do PIB no 2º trimestre de 2018 ( e uma subida de 0,8% em relação ao trimestre anterior)”, conclui o ISEG na sua Síntese de Conjuntura de julho.

Em termos anuais, o ISEG mantém a previsão para o crescimento anual no intervalo 2,2% a 2,6%, “que apenas será objeto de eventual revisão em setembro, depois de conhecida a informação mais detalhada do INE sobre o crescimento no 2º trimestre”.

Ao concluir o 2º trimestre, “os valores dos indicadores de clima e confiança para Portugal evidenciam, em geral, uma melhoria depois de uma evolução menos positiva durante o 1º trimestre. O indicador de tendência do ISEG, depois de uma descida nos meses anteriores, acelerou em maio”, realça esta Universidade.

O indicador de confiança dos consumidores decresceu em junho, face ao mês anterior, mas em termos de médias trimestrais registou uma subida do 1º para o 2º trimestre regressando a níveis historicamente elevados, refere o ISEG.

Os indicadores quantitativos, essencialmente relativos a abril e maio, apontam para uma provável aceleração do crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (investimento) no 2º trimestre e um contributo positivo da Procura Externa Líquida, baseado no maior crescimento das Exportações de bens face ao das Importações.

“Em termos de componentes da Procura Interna, a evolução detetada em abril e maio sugere que, no 2º trimestre, a Formação Bruta de Capital Fixo terá crescido mais do que no 1º trimestre, sobretudo devido à componente de Construção, cujo crescimento fora limitado, no 1º trimestre, por razões de calendário e meteorológicas”, refere o ISEG.

Já no que respeita ao Consumo Privado, “o mais provável parece ser um ritmo de crescimento igual ou ligeiramente inferior ao registado no 1º trimestre. Assim, o crescimento da Procura Interna no 2º trimestre, salvo surpresa negativa por parte do Consumo Publico, deverá ter ficado próximo do registado no 1º trimestre (2,5%)”, acrescenta o instituto.

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