Israel mata 12 palestinianos em Gaza

O exército israelita abriu fogo contra os manifestantes na fronteira que separa os dois territórios poucas horas antes do início da ‘Marcha de Regresso’.

REUTERS/Dan Balilty

A tensão entre Israel e a Palestina está novamente nos máximos: a população da Faixa de Gaza começou nesta sexta-feira a levantar as tendas brancas que, sob a forma de uma linha, permanecerão na fronteira com Israel como um protesto durante seis semanas. É o que as autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo grupo islâmico Hamas, chamaram a ‘Marcha de Regresso’, que, começou com várias mortes a lamentar.

O exército israelita, controlado pelo governo conservador do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, tinha ordens para atirar sobre todos os movimentos suspeitos na linha que separa os dois países e cinco palestinianos foram mortos nessa sequência, enquanto outros 356 foram feridos. Entretanto, novos confrontos elevaram o número de mortos para 12, segundo avança a agência Reuters.

Cerca de 17 mil pessoas aproximaram-se da divisão fronteiriça, com o exército israelita a responder com gás lacrimogêneo e munição real. “Dois suspeitos aproximaram-se da cerca de separação no sul da Faixa de Gaza no início desta sexta-feira de maneira suspeita; em resposta o exército disparou contra eles”, um dos quais morreu, disse à agência EFE um porta-voz do exército israelita. Já o ministério da Saúde de Gaza, Ashaf al Qedra, que disse que Israel havia disparado contra “camponeses palestinianos”.

A ‘Marcha de Regresso’ convoca a população a acampar a cerca de 500 metros da fronteira com Israel e a reivindicar o seu direito de regressar ao território da Palestina ocupado por Israel. Os organizadores da marcha – que é também uma homenagem a seis árabes mortos em 1976 – dizem que será pacífica, mas as autoridades israelitas preparam-se para possíveis incidentes, que já começaram. Os organizadores estimam a presença de cerca de 100 mil pessoas. “Há 70 anos deixámos a nossa terra e hoje decidimos voltar ao nosso país”, disse Khaled al-Batsh, um dos líderes do protesto à agência France Presse.

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