Japão, China e Coreia do Sul contra novas tarifas de Donald Trump

Coreia do Sul, Japão, China e Índia representaram 6,6 milhões de toneladas das importações norte-americanas de aço em 2017.

Os principais exportadores asiáticos reagiram de forma negativa às últimas tarifas sobre as importações anunciadas pelos Estados Unidos América (EUA). A Coreia do Sul, o Japão, a China e a Índia alertam para os danos que poderão causar nas relações comerciais entre as diversas nações.

Só no ano passado, os EUA compraram 35 milhões de toneladas de aço em 2017, sendo que, destas importações, a Coreia do Sul, o Japão, a China e a Índia representaram 6,6 milhões de toneladas. “Devemos impedir uma situação de guerra comercial de protecionismo excessivo, em que o mundo inteiro se ofenda”, disse o ministro do Comércio sul-coreano, Paik Un-gyu.

Já a China, que produz metade do aço a nível mundial, anunciou que vai avaliar o impacto causado ​​pela decisão [taxa aduaneira de 25% às importações de aço e 10% às de alumínio] e “defenderá firmemente os seus direitos e interesses legítimos”, de acordo com as declarações do Ministério do Comércio chinês, divulgadas pela Reuters.

Por outro lado, o Japão, mesmo ainda sem fazer contas, garante que o movimento teria um “grande impacto” nos laços bilaterais entre os países. A Coreia do Sul vai mais longe e, à semelhança da União Europeia, ameaça recorrer à Organização Mundial do Comércio.

Esta quinta-feira, 8 de março, a Casa Branca informou que os EUA vão começar a aplicar tarifas às importações de aço e alumínio dentro de 15 dias, com o Canadá e o México excluídos “por agora” destes direitos aduaneiros.

O principal argumento é o de que os produtores norte-americanos precisam de ser protegidos por questões de segurança nacional. Os países afetados pelas tarifas estão a ser convidados a negociar isenções, um a um, se conseguirem resolver a ameaça que as suas exportações colocam ao país.

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