Jerónimo Martins e energéticas pressionam Bolsa de Lisboa

O PSI 20 fechou a sessão desta quinta-feira com um deslize de 0,05%. A F. Ramada e a Pharol contrariaram a tendência pessimista e somaram 6,15% e 3,10%, respetivamente

Stringer/Reuters

A praça lisboeta encerrou a sessão desta quinta-feira, dia 12 de julho, em terreno negativo. O principal índice bolsista nacional, PSI 20, perdeu os ligeiros 0,05%, para 5.633,88 pontos, contrariando a tendência otimista das suas congéneres europeias.

A liderar as perdas estão as ações da Jerónimo Martins, que caíram 1,02%, para 12,5800 euros. A ‘vermelho’ também as seguintes cotadas do setor energético: EDP – Energias de Portugal (-0,11%), EDP Renováveis (-0,06%) e Galp Energia (-0,91%).

Mota-Engil quebrou 0,50%, para 3,0050 euros. Segundo os analistas do BPI, durante a manhã, a cotada esteve “bastante permeável ao sentimento dos investidores globais em relação em relação aos mercados emergentes”, de acordo com a informação enviada num research de mercado. A perder esteve também a Corticeira Amorim (-0,35%).

Hoje a agência noticiosa “Bloomberg” avançou que a filial do BCP na Polónia já está no processo de compra do Eurobank, a subsidiária polaca do banco francês Société Générale. No término do mercado nacional, o BCP caracterizou-se por um ligeiro ânimo nos seus títulos: fechou em contraciclo, com um ganho de 0,04%, para 0,2582 euros.

Tal com o BCP, a F. Ramada e a Pharol pautaram-se pelos ganhos. As duas empresas dispararam 6,15%, para 9,500 euros, e 3,10%, para 0,2495 euros, respetivamente. Com subidas fecharam ainda a Semapa (+0,22%), a REN (+0,49%), a Ibersol (+0,83%), a Sonae (+0,49%) e a Navigator (+0,98%).

“Boa sessão para os índices europeus, encerrando praticamente em máximos do dia. Em Wall Street, o índice tecnológico Nasdaq 100 renovou máximos históricos. Os eventos geopolíticos estiveram em destaque com Trump a recuar na ideia de retirar os EUA da NATO e a mostrar comprometimento com a organização, isto depois dos aliados terem aceitado aumentar a despesa com a Defesa. A possível aproximação entre os EUA e a China para resolverem a questão das tarifas também trouxe otimismo”, destaca Ramiro Loureiro, Mtrader do Millennium bcp.

Na Europa, reinou o ânimo entre os investidores. O alemão DAX somou 0,64%, o britânico FTSE 100 avançou 0,77%, o francês CAC 40 ganhou 0,97% e o holandês AEX cresceu 0,68%. Na mesma linha, o espanhol IBEX 35 apreciou 0,38% e o italiano FTSE MIB subiu 0,41%.

Os mercados financeiros norte-americanos ficaram ontem à noite marcados por uma descida acentuada nas cotações do petróleo, a refletir os efeitos da ‘guerra comercial’ entre Estados Unidos da América e da China, mas sobretudo pelas novidades da Líbia. O preço do brent chegou mesmo a tombar 7% e a valer 74 dólares por barril. Esta tarde o Brent recua apenas 0,04%, para os 73,37 dólares, e o WTI desvaloriza 1,05%, para os 69,64 dólares. No que diz respeito ao mercado cambial, o euro aprecia 0,10% face à moeda norte-americana, para os 1,1685 dólares, enquanto a libra ganha 0,19%, para 1,3230 dólares

Ler mais

Relacionadas

Portugal segue tendência europeia e negoceia em alta

PSI 20 soma 0,36%, para 5.656,98 pontos, numa sessão de ganhos ligeiros nas bolsas europeias.

Bolsa nacional abre ‘flat’ com Europa pintada de verde

O principal índice português, PSI 20, negoceia flat nos 5.637,95 pontos, pressionado pelas desvalorizações do setor da energia.
Recomendadas

PSI 20 acompanha Europa em alta. Títulos do Grupo EDP impulsionam praça nacional

O principal índice bolsista português soma 0,46%, para 4.855,54 pontos.

Abrandamento da economia poderá ser entrave para Moody’s igualar as pares na avaliação de Portugal

A Moody’s tem agendada uma avaliação à notação da dívida soberana portuguesa esta sexta-feira. A agência poderá querer alinhar-se com a S&P e a Fitch através de uma subida de um grau para ‘Baa2’, mas as incertezas que estão a esfriar o crescimento da economia global poderão ser motivo para manter o ‘status quo’.

Acalmia cambial trouxe bons resultados em Wall Street

O índice tecnológico S&P, .SPL.RCT, que inclui empresas que têm uma maior exposição ao mercado chinês e estiveram no centro das vendas registadas na segunda-feira, foi aquele que mais valorizou nesta sessão, com um crescimento de 1,61%.
Comentários