João Lourenço: “Contamos com a União Europeia como parceiro” para ajudar economia angolana

O presidente de Angola é o primeiro chefe de Estado deste país africano a discursar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

O presidente de Angola disse esta quarta-feira que o país conta “com a União Europeia como parceiro” para ajudar na recuperação da economia angolana. João Lourenço falava no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, onde acaba de fazer história por ser o primeiro chefe de Estado deste país africano a discursar na instituição europeia.

“Angola está aberta ao investimento privado estrangeiro (…). Angola está mais aberta ao mundo e ao turismo”, disse o governante esta manhã, salientando que o país que lidera está disposto a receber investimentos internacionais na área da indústria, dos derivados de petróleo, da construção, entre outros.

João Lourenço acredita que a diminuição do impacto do setor petrolífero na economia de Angola “não se reflete numa alteração estrutural das receitas do Estado”, pois houve um investimento noutros segmentos, como em infraestruturas e obras sociais, ainda assim “insuficiente” para atender às necessidades das populações. É aí que a Angola pede ajuda à União Europeia: na “criação de melhor ambiente de negócios”.

Tal como frisou no seu discurso na cidade francesa, África continua a ser marcada por “conflitos internas, terrorismo e crise económica”, que envergonham os políticos e a população local. No entanto, em breve sentir-se-ão os efeitos da “cruzada contra a corrupção, contra os chamados crimes de colarinho branco”, levada a cabo pelo governo angolano.

O chefe de Estado angolano anunciou ainda que abriu um concurso público para novas licenças nas telecomunicações e implementou também um novo modelo de comercialização dos diamantes que põe fim aos “clientes preferenciais”. Segundo explicou aos eurodeputados, as medidas vão permitir “o regresso das grandes empresas multinacionais”, quer do setor do comércio quer de laminação desta matéria-prima.

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