Jordi Sànchez pode ser o próximo candidato à Generalitat

O líder do partido de Puigdemont conseguiu uma recomendação do Comité dos Direitos Humanos da ONU que exorta a Espanha a conferir ao preso todos os seus direitos constitucionais.

Jon Nazca/Reuters

Com a Catalunha mergulhada em manifestações de apoio a Carles Puigdemont – ex-presidente da autonomia que permanece preso na Alemanha e cuja defesa já fez saber que vai tentar impedir a extradição para Espanha – a maioria independentista no Parlamento está em conversações para decidir que resposta dar à crise que se instalou desde domingo passado.

Segundo avança a imprensa espanhola, a resposta pode vir de um lado inesperado: a ONU. Jordi Pina, o advogado de Jordi Sánchez, número dois de Junts por Catalunya, deu uma conferência de imprensa esta segunda-feira em que ele disse que o deputado que ainda está preso se propõe a voltar a ser candidato a presidir a Generalitat. Isso acontece depois após a resolução do Comité de Direitos Humanos da ONU, que exortou a Espanha a comprometer-se a garantir os direitos políticos do ex-candidato e a “tomar todas as medidas necessárias para que Sànchez possa exercer os seus direitos políticos em conformidade com o artigo 25 da Convenção”.

Para ser um candidato, Jordi Sànchez teria que ser proposto novamente pelo Parlamento para assumir aquele cargo. A decisão do Comité da ONU é apenas uma recomendação, e nesse quadro não é vinculativa, mas os advogados de Sànchez já apresentaram uma carta perante o juiz do Supremo Tribunal encarregue do caso, Pablo Llarena, com um pedido para a sua aplicação.

De qualquer forma, e segundo as mesmas fontes, é intenção dos grupos parlamentares independentistas proceder com rapidez à nomeação de um presidente para a Generalitat. A pressa não é nova, e não decorre da prisão de Puigdemont: o Parlamento tem pouco tempo para arranjar uma solução, sob pena de, se não o fizer, o governo de Madrid ter as portas da lei abertas para a marcação de novo ato eleitoral.

Os partidos constitucionalistas – que se opõem aos independentistas – estão, por outro lado, a organizar-se para impedirem qualquer dos membros do bloco a que se opõem de conseguirem essa eleição. Um membro do Ciudadanos chegou mesmo a pedir a demissão do presidente da Mesa do Parlamento, Roger Torrent, depois de este se ter pronunciado sobre a prisão de Puigdemont, que classificou de incendiária e contrária às leis do Estado.

Entretanto, o líder do PDeCAT na cidade de Barcelona, Xavier Trias, pediu por carta à alcaide da cidade, Ada Colau – que não faz parte do grupo dos independentistas do Parlamento – que o município apoie de forma clara Carles Puigdemont e organize uma delegação municipal liderada para ela que se desloque à Alemanha. “Todos temos uma responsabilidade na defesa pública de direitos e liberdades ´”, disse o partido em comunicado oficial.

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