Juíza dos EUA critica política de Trump e ordena reunião de pais e filhos separados na fronteira com o México dentro de 30 dias

Desde o início de maio que mais de 2.300 crianças foram separadas das suas famílias, na fronteira terrestre entre o México e os EUA.

Uma juíza dos Estados Unidos da América (EUA) ordenou que as crianças separadas das famílias na fronteira do país com o México, durante a tentiva de entrar no território ilegalmente, sejam entregues aos pais num prazo máximo de 30 dias, de acordo com a BBC.

Na sequência da política de imigração de “tolerância zero” promovida pela administração Trump, uma juíza federal de San Diego, Estado da Califórnia, emitiu um parecer preliminar na terça-feira, 26, que obriga Washington a reunir pais e os respetivos filhos com menos de cinco anos dentro de 14 dias. No caso de as crianças terem mais de cinco anos, o prazo para a reunião é de 30 dias.

A juíza Dana Sabraw decidiu contra a administração Trump criticando “as respostas e abordagem a uma circunstância caótica do próprio governo”.

O processo foi aberto pela organização não governamental American Civil Liberties Union (ACLU), especialista na defesa de direitos, liberdades e garantias individuais, em nome de uma mãe que viu ser-lhe retirada a filha de seis anos depois de ter chegado aos EUA, em 2017.

Os documentos apresentados pela ACLU continham relatos de outros pais incapazes de localizar seus filhos depois que eles foram separados na fronteira.

Este não deverá ser caso único, uma vez que a diretiva de Donald Trump quanto à separação de crianças filhas de pais migrantes apanhados a entrar nos EUA ilegalmente está a ser desafiada em 17 Estados norte-americanos. A BBC veicula que os procuradores gerais de Washington, Nova Iorque e Califórnia estão a lançar ações processuais contra a política de imigração da Casa Branca.

A 20 de junho, o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para acabar com a separação de crianças dos pais imigrantes na fronteira dos Estados Unidos com o México, apesar de ter dito que a "política de tolerância zero com a imigração" seja para continuar. Mesmo assim, a contestação à administração Trump não cessa.

Desde o início de maio que mais de 2.300 crianças foram separadas das suas famílias, na fronteira terrestre entre o México e os EUA.

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