Líder da UGT é testemunha abonatória de Ricardo Salgado

Carlos Silva foi testemunha abonatória de Ricardo Salgado no processo que julga os pedidos de impugnação às contraordenações aplicadas pelo Banco de Portugal à entidade bancária.

Foto: Cristina Bernardo

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, afirmou esta segunda-feira, no Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, em Santarém, que os trabalhadores do Banco Espírito Santo (BES) tinham uma “grande admiração” e até “reverência” para com o presidente do BES, Ricardo Salgado.

O sindicalista, que foi funcionário do BES desde 1988, aceitou ser testemunha abonatória de Ricardo Salgado no processo que julga os pedidos de impugnação às contraordenações aplicadas pelo Banco de Portugal ao ex-presidente do BES (4 milhões de euros) e ao ex-administrador Amílcar Morais Pires (600 mil euros), informa a agência Lusa.

Carlos Silva indicou que testemunha “em consciência”, relatando a sua experiência enquanto dirigente sindical, dentro e fora do banco, no relacionamento com Ricardo Salgado, pessoa que disse ter mantido sempre uma “posição honesta, correta”, revelando “grande sensibilidade” para com os problemas dos trabalhadores.

Além disso, sublinhou o facto de o ex-banqueiro ter mantido sempre uma relação próxima com os trabalhadores: “Ele sabia o nome das pessoas”, apreciar o seu trabalho e reconhecia o mérito, defendeu. Questionado pelo advogado de Ricardo Salgado sobre a ideia que tem sido passada de que “decidia sozinho”, Carlos Silva afirmou que “essa imagem veio depois de 2014”, nota a mesma agência noticiosa.

“Nós [BES] tínhamos uma camisola muito prestigiada. Quando desapareceu” houve “estupefacção” e um “sentimento de orfandade”, acrescentou Carlos Silva. “Quando ficou sozinho, caiu sozinho. É triste, mas enfim. Depois de 2014 ficou sozinho. Não tenho dúvidas nenhumas”, rematou.

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