Lisboa viu nascer mais de 900 empresas até Abril

Desde o início do ano até abril, a capital lisboeta registou o nascimento de 909 empresas, um aumento homólogo de 18,6%.

Entre janeiro e abril de 2018 nasceram 17 002 empresas e outras organizações, mais 13,4% do que no mesmo período de 2017, acentuando-se a dinâmica de nascimentos do ano anterior. Estes números e o crescimento que refletem, explicam-se, essencialmente, segundo a Informa D&B, com a constituição de empresas relacionadas com o turismo, como as atividades imobiliárias, construção, alojamento e restauração, serviços e transportes.

Lisboa, Porto e Setúbal representam mais de três quartos do total do aumento de constituições: nasceram mais 909 empresas e outras organizações em Lisboa, representando um crescimento homólogo de 18,6%, enquanto no Porto nasceram mais 417, numa subida de 16,1%, e em Setúbal 213, ou seja, mais 20,9%.

Particularmente sobre Lisboa, o estudo apurou também que o tecido empresarial, em abril deste ano, era constituído por 136.336 empresas, representando 28,4% do total que, neste mesmo mês, atingiu, em Portugal continental e Ilhas, as 479.376 empresas.

No que aos encerramentos diz respeito, a análise da Informa D&B revela os registados nos primeiros quatros meses do ano (4.880), que se mantêm em valores próximos do período homólogo, com um aumento na ordem dos 1,9%.

Nas novas insolvências (870), o ciclo de descida iniciado em 2013 mantém-se nos quatro primeiros meses de 2018, mas de forma menos acentuada.

Em Lisboa, até abril, registaram-se 200 situações de insolvência, que comparam com as 261 insolvências atingidas em igual período do ano anterior, representando assim uma descida de 23,4%.

De notar ainda o registo de encerramentos que, em Lisboa, até abril, atingiram os 1.549 casos, numa variação homóloga quase inexistente, atendendo a que em 2017, no mesmo período, se registaram 1.526 encerramentos (1,5%).

Não financeiras: Área Metropolitana de Lisboa em destaque

Especificamente sobre as empresas não financeiras, a recente análise do Banco de Portugal (BdP) permite-nos saber que a Área Metropolitana de Lisboa concentrava em 2016, cerca de 32% da faturação das 418 mil empresas não financeiras em Portugal. O referido estudo, “Análise regional das sociedades não financeiras em Portugal 2012-2016”, detalha ainda que as empresas sediadas na Área Metropolitana de Lisboa apresentavam a maior dimensão média (1,1 milhões de euros de volume de negócios e 7,8 pessoas ao serviço), sendo ainda Lisboa a região do país com a maior percentagem de volume de negócios gerado por grandes empresas (56%).

De acordo com o BdP, o comércio e os outros serviços eram as “atividades dominantes” em Portugal, assumindo maior relevância no total das empresas da Área Metropolitana de Lisboa (84%).

No que ao volume de negócios diz respeito, a Área Metropolitana de Lisboa e a Madeira contribuíram negativamente para a evolução daquele, contrariando o crescimento nas restantes regiões do país. Acresce ainda que, em 2016, a rendibilidade dos capitais próprios das empresas era mais elevada no Norte (8,6%), na Área Metropolitana de Lisboa (8,2%) e no Centro (7,9%) do que no total do país (7,7%).

Quanto ao grau de autonomia das empresas, o BdP assinala que, em 2016, 32% do ativo das empresas portuguesas era financiado por capitais próprios, sendo que as empresas com sede na Madeira registaram a autonomia financeira agregada mais elevada (42%) e o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa foram as únicas regiões com autonomia financeira inferior à do total nacional (27% e 28%, respetivamente).

Segundo o banco central, “a maior parte do financiamento alheio das empresas estava associada a dívida remunerada”, situando-se o peso desta rubrica no passivo entre os 52% na Madeira e os 60%, em Lisboa, ao passo que os empréstimos bancários eram a principal fonte desta dívida em quase todas as regiões do país.

De acordo com o BdP, na Área Metropolitana de Lisboa (Madeira e Algarve também), em 2016, a percentagem de empresas com capitais próprios negativos e de empresas com elevada pressão financeira era superior à do total do país, sendo também estas as regiões com a mais elevada percentagem de empresas com créditos bancários em situação de incumprimento.

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