Lucro da EDP Renováveis cai 45%

O lucro da EDP Renováveis diminuiu 45% nos nove primeiros meses deste ano, face ao mesmo período do ano passado, passando para os 56 milhões de euros, anunciou hoje a empresa. Em comunicado divulgado na Comissão do mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis informa que o resultado líquido ajustado (por eventos não recorrentes, […]

O lucro da EDP Renováveis diminuiu 45% nos nove primeiros meses deste ano, face ao mesmo período do ano passado, passando para os 56 milhões de euros, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado divulgado na Comissão do mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP Renováveis informa que o resultado líquido ajustado (por eventos não recorrentes, diferenças cambiais e ganhos de capital) caiu 43% em comparação com os valores dos nove primeiros meses de 2013.

No mesmo período do ano passado, a empresa registou um lucro de 101,6 milhões de euros.

Também em termos operacionais, a EDP Renováveis apresentou uma queda, neste caso de 11%, passando para 312 milhões de euros. Uma descida que a empresa justifica com “o desempenho do EBITDA [resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] e o decréscimo de 1% nas amortizações líquidas”.

A EDPR refere ainda que o EBITDA (índice que representa a capacidade de uma empresa gerar recursos através de suas atividades operacionais, sem contar impostos e outros efeitos financeiros) também caiu no período de janeiro a setembro.

No comunicado hoje divulgado ao mercado, a empresa adianta que o EBITDA dos nove primeiros meses do ano decresceu 6% e passou para 648 milhões de euros.

A EDP Renováveis viu, no período em causa, as suas receitas caírem 4%, para 929,8 milhões de euros, devido ao “impacto do menor preço médio de venda, da evolução desfavorável das taxas de câmbio” e apesar de mitigado pelo “impacto positivo do maior volume”.

O preço médio de venda, adianta a empresa, foi 8% inferior ao dos nove primeiros meses de 2013, sendo que o aumento médio de 4% registado na América do Norte e de 11% no Brasil “não foi suficiente para compensar o menor preço médio de venda na Europa (menos 13%), devido principalmente às alterações regulatórias em Espanha”, considera a empresa.

Os custos operacionais foram reduzidos no período janeiro-setembro deste ano, em relação ao mesmo período de 2013. Segundo informa a empresa, os custos operacionais caíram 4%, atingindo os 303,3 milhões de euros, enquanto o resultado financeiro decresceu 7%.

OJE/Lusa

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