Madeira vai insistir na comparticipação financeira da mobilidade marítima

Vice-presidente do Governo tem expetativas muito positivas relativamente à ligação marítima entre a Madeira e Portimão. Marcações para julho já ultrapassam os 240 passageiros.

O Governo Regional assumiu os custos da operação do ferry entre o Funchal e Portimão mas garante que este dossier não está fechado.

“Nunca está fechado. É fundamental que as regiões autónomas tenham asseguradas as mobilidades aéreas e marítimas, pelo que queremos resolver também com o Estado a comparticipação financeira da mobilidade marítima”, declarou ao Económico Madeira Pedro Calado. O vice-presidente do Executivo madeirense admite  ser ainda preciso “trabalhar muito com o Governo da República, no sentido de resolver os problemas operacionais do Aeroporto da Madeira, bem como a questão do Subsídio de Mobilidade e a sua desmaterialização”.

Num momento em que a Madeira decidiu processar a TAP Air Portugal para a responsabilizar por danos causados à economia regional pelos reiterados atrasos e cancelamentos dos voos de e para o arquipélago, Pedro Calado tem razões para estar bem mais satisfeito com a operação do ferry da Navieira Armas e o novo contrato para ligação aérea Funchal- Porto Santo, dois processos resolvidos após algum impasse e muito debate.

O número dois do Governo da Madeira diz ter expetativas muito positivas quanto à ligação marítima entre a Região e Portimão. “A operação começou com 160 passageiros e 60 viaturas. Na viagem de Portimão para o Funchal, esse número já foi superior, com 176 passageiros e 81 viaturas. Julgamos que com mais tempo e conhecimento da operação, a procura irá, naturalmente, aumentar”, afirma.
 
Pedro Calado adianta que nesta primeira viagem houve pouco tempo para divulgação. “Temos conhecimento, no entanto, que já há viagens marcadas em julho e que ultrapassam os 240 passageiros”, conclui.

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