MAI garante que todas as viaturas de combate a fogos estão plenamente operacionais

A reação do Ministério tutelado por Eduardo Cabrita surge depois de o semanário “Expresso” ter avançado que os primeiros 20 carros de combate a fogos chegaram com defeito.

Cristina Bernardo

O Ministério da Administração Interna (MAI) garante que todas as viaturas de combate a fogos que foram entregues à GNR estão plenamente operacionais. A reação do Ministério tutelado por Eduardo Cabrita surge depois de o semanário “Expresso” ter avançado que os primeiros 20 carros de combate a fogos chegaram com defeito.

“Todas as viaturas entregues já se encontram empenhadas na atividade operacional do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), e estão plenamente operacionais”, garante o gabinete de Eduardo Cabrita em comunicado. “Já foram entregues à GNR, este ano, todos os 88 veículos ligeiros de combate a incêndios e seis veículos pesados de combate a incêndios, de um lote de 16”.

O MAI adianta ainda que os restantes dez veículos em falta serão entregues no início de agosto.

Segundo o “Expresso”, a primeira remessa de viaturas que chegaram a Portugal estão desadequadas. A anomalia só foi detetada quando as primeiras 20 viaturas, das 80 encomendadas, circulavam nas mãos dos membros do GIPS.

O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira, afirma que as viaturas não podem ser utilizadas por uma questão de segurança. Isto porque, a potência é inferior à prevista, a água lançada pelas mangueiras não chega tão longe e obriga os militares a aproximarem-se da frente de combate.

“As viaturas não podem ser utilizadas e foram recolhidas para se proceder à substituição das motobombas”, afirmou César Nogueira. O Ministério da Administração Interna investiu 2,2 milhões de euros na compra destas 80 Viaturas Ligeiras de Combate a Incêndios (VLCI), que são normalmente usadas para enfrentar incêndios ainda em fases iniciais.

“Todas as necessidades e melhorias identificadas estão a ser supridas no âmbito da Lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos para as Forças e Serviços de Segurança”, garante o Governo.

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As primeiras 20 viaturas entregues tinham motobombas com uma potência inferior à necessária. A anomalia só foi detetada quando as primeiras 20 viaturas, das 80 encomendadas, circulavam nas mãos dos membros do GIPS.
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