Marcelo desloca-se a campo de refugiados na Grécia

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, desloca-se hoje a um campo de refugiados, em Tebas, no último dia da sua visita de Estado à Grécia, a convite do seu homólogo grego, Prokopios Pavlopoulos.

Foto: Cristina Bernardo

O chefe de Estado está na Grécia desde segunda-feira, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e os refugiados têm sido um tema em destaque nesta visita, juntamente com a conclusão do programa de assistência da Grécia e o futuro da União Europeia.

Marcelo Rebelo de Sousa tem elogiado a forma como os gregos têm acolhido milhares de refugiados “garantindo que a tradição europeia de acolhimento, proteção e asilo não era posta em causa”, e considerou que existe “uma imprescritível dívida de gratidão para com a Grécia”.

Na terça-feira, o Presidente da República declarou-se expectante face às visitas que vai fazer hoje de manhã ao campo de refugiados de Tebas, a cerca de uma hora de carro de Atenas, gerido pela Organização Internacional das Migrações, e a um centro social de apoio a refugiados, na capital grega.

Entre as duas visitas, Marcelo Rebelo de Sousa irá almoçar na residência oficial do embaixador de Portugal em Atenas, Rui Tereno, com um conjunto de personalidades da sociedade civil grega com ligações a Portugal.

A sua visita de Estado à Grécia terminará com um debate aberto sobre “As raízes e o futuro da Europa”, com a participação também do Presidente da República Helénica, Prokopios Pavlopoulos.

Num comunicado divulgado na semana passada, a Presidência da República indicou como objetivos desta visita “reforçar os sólidos laços de amizade e cooperação” entre Portugal e a Grécia e “também transmitir um sinal político de apoio às autoridades gregas na gestão da crise migratória e de refugiados”.

Além do ministro dos Negócios Estrangeiros, a comitiva desta visita de Estado inclui os deputados Amadeu Albergaria, do PSD, Sofia Araújo, do PS, Álvaro Castelo Branco, do CDS-PP, Paulo Sá, do PCP, e José Manuel Pureza, do BE, que é vice-presidente da Assembleia da República.

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