Marisa Matias lamenta morte de João Semedo, uma das maiores referências políticas

A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), Marisa Matias, lamentou hoje a morte de João Semedo, considerando que era uma referência política fundamental que procurou sempre encontrar soluções que ajudassem à vida das pessoas.

“O João era um dos imprescindíveis. Creio que fica e ficará sempre a forma como ele se debateu por um país mais decente para toda a gente e a forma como o fez, com alma, com coração, com garra, sem nunca abdicar de nenhuma das lutas essenciais para a vida de toda a gente”, disse à Lusa Marisa Marias.

Na opinião da eurodeputada, João Semedo será recordado com mais ênfase naquilo que foi o seu papel na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e mais recentemente da possibilidade da morte digna.

“O João teve uma atividade política muito transversal e foi um construtor de pontes que procurou sempre encontrar soluções para que pudesse haver entendimentos que ajudassem à vida das pessoas. Penso que isto é um legado fundamental e uma referência politica para muita gente. Para mim é fundamental”, salientou.

Marisa Matias lembrou ainda aquilo que classifica de o maior ato de amor em política feito por João Semedo quando já muito doente apareceu em Coimbra durante a campanha das presidenciais.

“É inevitável recordar aquele que eu acho que foi um dos atos de maior coragem e que classifiquei como o maior ato de amor na política durante a campanha das presidenciais quando o João Semedo já estava doente, tinha sido operado às cordas vocais, e, de surpresa apareceu num ato politico em Coimbra e falou sem cordas de vocais. Foi dos maiores atos de amor que vi em política e isso caracteriza muito bem o que era o João. Há muita gente boa a fazer politica e o João era seguramente dos melhores”, disse.

O ex-coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo morreu hoje, aos 67 anos, depois de anos de uma batalha contra o cancro, revelou aquela estrutura partidária, através de uma nota de pesar publicada no site ‘Esquerda Net’.

O antigo coordenador do Bloco de Esquerda teve uma vida dedicada à atividade política nacional e internacional, às artes e à medicina, tendo sido um dos autores da nova proposta de Lei de Bases da Saúde.

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