Marques Mendes diz que Bernardo Trindade e Esmeralda Dourado vão para a administração da TAP

No espaço de comentário na SIC disse que, além do ex-secretário de Estado do Turismo e da administradora da SAG, também o ex-presidente da SATA António Gomes de Menezes vai ser administrador da TAP.

O comentador político Luís Marques Mendes revelou hoje que o ex-secretário de Estado do Turismo Bernardo Trindade, a gestora Esmeralda Dourado e o ex-presidente da SATA António Gomes de Menezes vão ser administradores não executivos da TAP, em representação do Estado.

A verificarem-se estas três nomeações, fica completa a equipa que presentará o Estado na transportadora aérea TAP, que Luís Marques Mendes considera ser “uma equipa relativamente equilibrada”.

Marques Mendes divulgou estes nomes no mesmo dia em que o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, confirmou a nomeação de Miguel Frasquilho para presidente do conselho de administração da TAP e de Diogo Lacerda Machado e da presidente da Fundação Serralves, Ana Pinho, para administradores.

Em declarações à Lusa, Pedro Marques também defendeu a nomeação de Lacerda Machado para o conselho de administração da TAP, afirmando que o advogado “já deu provas de saber interpretar bem os interesses públicos”.

Marques foi o primeiro membro do governo a responder às acusações do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que afirmou, no dia 10 de junho, ser “uma pouca vergonha” o governo nomear para TAP “o mesmo homem que andou a negociar a reversão” da privatização da transportadora aérea.

Por sua vez, no seu espaço de comentário na estação de televisão SIC, Marques Mendes defendeu que Passos Coelho não tem razão em apontar um eventual conflito de interesses de Lacerda Machado.

“Conflito de interesses seria se tivesse negociado a reversão pelo Estado e fosse agora nomeado pelos privados”, explicou.

“[Passos Coelho] não tem razão”, disse.

No entanto, afirmou que fica a sensação de que Lacerda Machado recebeu “um prémio por serviços prestados”, o que considerou errado.

Marques Mendes abordou também a investigação criminal à EDP e à REN, avaliando como “profundamente infeliz” a intervenção do presidente não executivo da EDP, Eduardo Catroga, que disse, em conferência de imprensa, que “não se brinca com empresas cotadas”.

Para Marques Mendes, Catroga parecia estar a questionar a investigação que está a ser feita pelo Ministério Público.

“Se há suspeitas, investigue-se”, defendeu.

Deixou, no entanto, quatro questões para a qual disse não ter respostas: porque só está o caso das “rendas excessivas” a ser investigado agor, porque é que o arguidos ainda não foram ouvidos, porque é que os cortes no governo de Passos Coelho não foram mais longe e, finalmente, como vai o atual governo cortar 500 milhões de euros no que tem de pagar à EDP.

 

Ler mais
Recomendadas

Marcelo aprova aumentos de 700 euros para juízes, mas critica fosso salarial face aos polícias e militares

Marcelo Rebelo de Sousa destaca que os juízes, e membros de autoridades reguladoras e de supervisão a entidades públicas empresariais e empresas públicas, passando por outras entidades administrativas, já estão com salários mais elevados do que o primeiro-ministro. O Presidente exige que a desigualdade salarial seja “encarada na próxima legislatura”.

Incêndios florestais caíram 26% este ano face a 2018

“Estamos, até hoje, com 6.800 incêndios desde o início do ano, o que significa que temos um número de incêndios 36% inferior à média dos últimos dez anos. E uma área ardida 42% inferior à média dos últimos dez anos”, sublinhou Eduardo Cabrita.

Proteção Civil tem reservas de combustível para “mais de dois meses”

Apesar de garantir que existem reservas para mais de dois meses, Eduardo Cabrita sublinha que as prioridades têm de ser asseguradas quando se fala numa dificuldade de distribuição.
Comentários