Media Capital lucra 10,5 milhões no semestre, mais 26%

O grupo dono da TVI teve lucros de 10,491 milhões no semestre o que compara com 8,319 milhões em junho do ano passado. O grupo destaca o facto de os rendimentos de publicidade terem subido 3% face ao período comparável do ano anterior.

APDC

O resultado líquido do Grupo Media Capital registou uma melhoria de 26% face ao período homólogo, efeito da subida nos rendimentos, no EBITDA e nos resultados financeiros. O grupo dono da TVI teve lucros de 10,491 milhões no semestre o que compara com 8,319 milhões em junho do ano passado. No segundo trimestre apenas a empresa registou lucros 8,5 milhões.

O EBITDA consolidado alcançou os 19,4 milhões, 12% acima do conseguido nos primeiros seis meses de 2017 e os resultados financeiros melhoraram 31%, em resultado do menor volume médio de dívida líquida, da redução do respetivo custo e de variações cambiais (valorização do euro). No segundo trimestre, a variação foi igualmente positiva, verificando-se uma subida de 16% para 14,2 milhões. A margem de EBITDA acumulada passou de 21,9% para 22,4%, melhorando 0,4 pp. “Excluindo o impacto da adoção do IFRS 15, teria havido uma melhoria ainda mais significativa de 1,8 pp, de 21,9% para 23,7%”, diz o Grupo Media capital em comunicado.

No primeiro semestre de 2018, os rendimentos operacionais subiram 10%, atingindo os 86,9
milhões de euros (79,0 milhões no período homólogo). Os gastos operacionais, excluindo amortizações e
depreciações, registaram uma subida de 9%, passando de 61,7 milhões para 67,4 milhões de euros.

Quanto ao resultado operacional (EBIT), este atingiu 16,4 milhões, que compara com 13,5 milhões em 2017 (+22%). No trimestre, a melhoria foi de 23%.

Destaque ainda para o facto de os rendimentos de publicidade terem subido 3% face ao período comparável do ano anterior.

Por segmentos, a Televisão registou um EBITDA de 14,8 milhões. “A TVI registou em junho o 143º mês consecutivo de liderança de audiências em televisão, registando uma média de quota de 20,6% no total do dia e de 23,8% no horário nobre. A diferença face ao segundo canal mais visto foi de 3,8 pontos percentuais no primeiro caso e de 3,1 pp no último”, diz o grupo de media dominado pelos espanhóis da Prisa.

“A liderança da TVI em audiências mantém-se quando analisado por grupos de canais (TVI, TVI24, TVI Ficção e TVI Reality), com 23,7% no total do dia e 26,4% em horário nobre, mais 3,4 pp e 2,5 pp do que o segundo grupo de canais com maior audiência, não obstante a TVI dispor de um menor número de canais”, disse.

O segmento de Rádio voltou a melhorar o EBITDA, desta feita em 35%, tendo ascendido a 3,5 milhões, com uma margem 36,8%. “É de destacar o reforço das audiências, com uma quota líder de 38,3% (4,4pp acima do principal grupo concorrente e 0,2 pp melhor que o obtido na vaga homóloga), suportado pela liderança da Rádio Comercial (26,1%), que atingiu o maior número de sempre de ouvintes de uma rádio portuguesa, e pelo bom desempenho da M80, que reforça a posição de terceira estação mais ouvida em Portugal”, diz a nota.

“Na área Digital, o semestre ficou pautado por uma forte melhoria dos seus resultados a nível de audiências e receitas. Na comparação com o período homólogo, o número de visitas, páginas vistas e vídeos visionados subiu 21%, 18% e 46%, respetivamente, contribuindo decisivamente para os 19% de crescimento da publicidade”, adianta o Grupo.

É de assinalar ainda o desempenho ao nível da geração de caixa, com uma melhoria do cash flow operacional de 14,4 milhões para 23,2 milhões, bem como da dívida líquida, que reduziu 21,2 milhões e 31,4 milhões face ao observado, respetivamente, no final de dezembro de 2017 e no final do primeiro semestre de 2017. Desta forma, a dívida líquida atingiu, no final de junho de 2018, 74,1 milhões de euros, anunciou o Grupo que já não vai ser vendido à Altice.

“O Grupo Média Capital reforça a sua liderança nos média em Portugal em termos de quota e rentabilidade”, diz a empresa do Grupo Prisa liderada por Rosa Cullell.

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