Milionário chinês que queria o Novo Banco detido por suspeitas de corrupção

A imprensa chinesa avança que o milionário, um dos mais ricos de toda a China, deixou de ser visto desde o final da semana passada, numa altura em que estava a cooperar com as autoridades policiais numa investigação a casos de corrupção em larga escala no país.

O multimilionário chinês Wu Xiaohui, presidente da seguradora Anbang, que entrou na corrida pela compra do Novo Banco, foi detido pelas autoridades por suspeitas de corrupção. Wu Xiaohui está impedido de sair do país e, de acordo com informação avançada pela imprensa chinesa, está a colaborar na investigação à evasão fiscal em que está implicado.

A Anbang explica, em comunicado, que Wu Xiaohui foi afastado das suas funções na empresa “devido a razões pessoais” e informa que o milionário “autorizou os executivos para que continuem a dirigir os negócios, que continuam a operar com normalidade”. No entanto, não detalha quais os motivos para a sua indisponibilidade.

A imprensa chinesa avança que o milionário, um dos mais ricos de toda a China, deixou de ser visto desde o final da semana passada, numa altura em que estava a cooperar com as autoridades policiais numa investigação a casos de corrupção em larga escala no país. Na teia foi detido Xiang Junbo, o anterior presidente da Comissão Reguladora de Seguros da China, que estava sob investigação há dois meses.

Entretanto, as notícias da sua detenção foram apagadas em alguns jornais chineses, apesar de a mesma ter sido replicada e confirmada pela impresa internacional.

A Anbang tem mais de 30 mil trabalhadores e ativos no valor de 227 mil milhões de euros. Em agosto de 2015, a Anbang deixou a corrida pela compra do Novo Banco, em que participaram outros investidores como os chineses da Fosun e o fundo de investimento norte-americano Apollo.

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