Ministro da Saúde diz que dinheiro público não pode ser gerido de “forma intempestiva”

O ministro da Saúde afirmou hoje que a decisão política das obras da ala pediátrica do hospital de São João, no Porto, “está tomada”, mas lembra que “o dinheiro público é demasiado importante para ser gerido de forma intempestiva”.

Adalberto Campos Fernandes reagia às declarações do presidente do conselho de administração do hospital de São João, António Oliveira e Silva, que afirmou hoje no parlamento que as verbas para a construção da nova ala pediátrica do centro hospitalar, no Porto, ainda não foram desbloqueadas.

“O dinheiro público é demasiado importante para ser gerido de uma forma intempestiva e, naturalmente, quando se decide um investimento de 20, 24 ou 22 milhões de euros estas decisões têm de ser suportadas em avaliação efetiva dos projetos, das propostas e dos investimentos que estão envolvidos”, afirmou Adalberto Campos Fernandes à agência Lusa, à margem do relançamento da biografia do cardiologista Fernando de Pádua, em Lisboa.

O ministro da Saúde disse que o presidente do conselho de administração do hospital de São João “sabe” que está a ser feito “todo um trabalho técnico” que é necessário para “complementar a decisão política”.

“A decisão política está tomada. Foi tomada pelo primeiro-ministro, por mim, pelo ministro das Finanças e, naturalmente, há aspetos de natureza de avaliação de investimento e da definição das características do investimento que têm de ser acauteladas. Está a ser feita e o senhor presidente [do conselho de administração do hospital de São João] sabe disso”, disse.

Referindo-se à construção da nova ala pediátrica no hospital de São João, no Porto, o ministro da Saúde reforçou que “os portugueses podem ter a certeza que a decisão política está tomada”.

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