Ministro das Finanças do Japão falta ao G20 para ir ao parlamento sobre caso de corrupção

Taro Aso, que é também vice-primeiro-ministro, vai comparecer na segunda-feira, dia em que começa também o encontro ministerial do Grupo dos 20, do qual fazem parte as maiores economias mundiais, numa sessão parlamentar na qual vai ser questionado sobre a manipulação de alguns documentos do seu ministério para alegadamente ocultar um caso de presumível ajuda financeira e administrativa a uma instituição privada.

O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, cancelou a presença na próxima reunião ministerial do G20 na Argentina, para comparecer no parlamento devido a um caso de corrupção, anunciou hoje o partido do governo.

Taro Aso, que é também vice-primeiro-ministro, vai comparecer na segunda-feira, dia em que começa também o encontro ministerial do Grupo dos 20, do qual fazem parte as maiores economias mundiais, numa sessão parlamentar na qual vai ser questionado sobre a manipulação de alguns documentos do seu ministério para alegadamente ocultar um caso de presumível ajuda financeira e administrativa a uma instituição privada.

Os registos manipulados versam sobre um acordo alcançado em 2016 para vender, a cerca de um décimo do seu valor de mercado, um terreno propriedade estatal em Psaka à Moritomo Gakuem, uma controversa instituição ligada à área da educação que promovia ideias ultranacionalistas e que tinha ligações ao primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, e à sua mulher, Akie Abe.

Um total de 14 documentos foram reescritos pelo ministério após o caso ser revelado, no ano passado, e posteriormente apresentados no parlamento como prova para afastar o executivo da polémica, indicam os resultados de uma investigação.

O nome de Akie Abe e o seu apoio explícito ao projeto da Moritomo Gakuem foram eliminados dos documentos originais, assim como as referências a Shinzo Abe e ao ministro das Finanças e o apoio de ambos a uma organização ultraconservadora em que o chefe da instituição também ocupava uma posição de topo.

A mulher do primeiro-ministro japonês deveria ser nomeada diretora honorária da escola, cujo projeto de construção foi abandonado quando o escândalo surgiu, em fevereiro de 2017.

A manipulação dos documentos, que foi admitida por Taro Aso, desencadeou pedidos de demissão, quer do primeiro-ministro como do ministro das Finanças, pelas suspeitas de tentava de encobrir o caso, acusação que ambos negaram.

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