Ministro do Ambiente: Saída dos EUA de Acordo de Paris é “uma decisão grave”

“Não existe espaço no mundo, mesmo numa economia de grande dimensão como a americana, para imaginar que essa mesma economia pode crescer baseada no carvão”, defende João Matos Fernandes.

Na sequência da retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o ministro do Ambiente português, João Matos Fernandes, afirmou esta sexta-feira que esta é “uma decisão grave” e passa uma “mensagem política errada” a outros países. João Matos Fernandes sublinha ainda que o aquecimento global “é uma questão que nenhum país pode resolver sozinho”.

“Não existe espaço no mundo, mesmo numa economia de grande dimensão como a americana, para imaginar que essa mesma economia pode crescer baseada no carvão”, defende o ministro português.

João Matos Fernandes recorda que os Estados Unidos são um dos países com maiores emissões de gases poluentes em todo o mundo e que a “inexistência do empenho de países como os Estados Unidos” no cumprimento das metas ambientais estabelecidas no Acordo de Paris é “sempre muito negativa”.

Concluído em 12 de dezembro de 2015 na capital francesa e assinado por 195 países, o acordo climático de Paris entrou formalmente em vigor em 4 de novembro de 2016, com o intuito de limitar a subida da temperatura mundial, através da redução das emissões de gases com efeito de estufa.

Portugal ratificou o Acordo de Paris em 30 de setembro de 2016, tornando-se o quinto país da União Europeia a fazê-lo e o 61º do mundo.

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